Bandeirantes - O programa Águia, do Centro de Equoterapia Almir Rocha (CEAR), em Bandeirantes, está estimulando a aprendizagem e o relacionamento de crianças por meio do contato com cavalos. A responsável pelo projeto, Fátima Rocha, disse que, em média, 10% das crianças do ensino fundamental na cidade apresentam dificuldades nestas áreas. O programa atende 28 crianças, da 3º e 4º séries, da escola municipal Leda de Lima Canário. O projeto, segundo ela, promove a auto-estima e melhora o comportamento das crianças na comunidade e na escola.
A psicóloga do projeto, Lílian Carla de Souza, disse que registrou alterações positivas no perfil das crianças. A psicóloga está entusiasmada e explicou que a terapia alternativa também será implementada junto aos portadores de necessidades especiais. Segundo ela, as crianças participantes conseguem ter uma perspectiva visual diferente das que estão habituadas quando estão sobre o cavalo. ''Eles olham de baixo para cima e isto motiva o estudo e a comunicação porque recupera a auto-estima pessoal'', disse.
Outra profissional animada com os resultados da equoterapia é a fisioterapeuta Elaine Serra. Na sua avaliação, os alunos com dificuldade no aprendizado conseguiram melhorar e até mesmo superar o problema. Ele também revela que o trabalho junto aos portadores de necessidades será intenso porque o projeto trabalha a postura, coordenação da parte motora e proporciona um resultado psíquico estimulante. ''O movimento tridimensional dos animais simula passos e integra os animais e as crianças durante os movimentos'', disse.
A diretora da escola Lady Magalhães Bisseto disse que o projeto é de grande valia, pois estimula as crianças que registram uma aprendizagem lenta. O estudante Roni Cândido Francisco, 10 anos, da 3º série, está empolgado com o projeto. Ele explica que gosta de participar porque pode montar o cavalo e realizar brincadeiras. ''Fiquei surpreso, porque nunca tinha cavalgado'', disse. O estudante Jonas Fernandes de Paula, também de 10 anos, conta que o projeto é interessante porque permite a realização de novas experiências. ''Me divirto e aprendo ao mesmo tempo''.
A professora Maria de Lourdes Ragazzi aponta que no início do ano letivo, os alunos apresentavam dificuldades de memorização, falta de interesse e de disciplina. Ela destaca que a discriminação dos colegas de outras turmas era um dos fatores que mais afetavam o comportamento dessas crianças. ''Agora elas estão mais seguras e mais acessíveis'', analisou.
Fátima disse que o objetivo é ampliar o espaço físico, colocar mais animais à disposição e realizar outros trabalhos além da educação e reeducação. ''A hipoterapia para crianças, jovens e adultos com comprometimentos mais graves, tanto mental como físico, é um dos nossos objetivos''. Os alunos do Centro são acompanhados por uma psicóloga e fisioterapeuta designadas pela Secretaria da Educação e da Saúde do município. ''Temos o apoio também do curso de veterinária da FFALM, que dá assistência aos animais'', destacou. Informações podem ser obtidas com Fátima Rocha nos fones (43) 542-1612 ou (43) 542-1864.

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