Cornélio Procópio - Os empresários do Norte Pioneiro estão em busca de capacitação profissional para melhorar ou expandir seus negócios. Sabendo que o mundo atual está cada vez mais competitivo e que apenas o equilíbrio das contas não é mais suficiente para tocar seus negócios, dezenas de empresários da região decidiram dedicar parte do tempo em busca de novos conhecimentos e estão de volta aos bancos escolares.
Eles participam do Programa Bom Negócio Paraná que é desenvolvido pelo governo do Estado em parceria com as prefeituras e universidades públicas. ''O principal objetivo é a produção de riqueza, com a geração de negócios e renda. Por isso, o projeto visa primeiramente capacitar os micros e pequenos empreendedores e os empreendedores individuais'', afirma o professor Luiz Eduardo Araujo, do curso de Administração da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), campus de Cornélio Procópio. A instituição educacional é responsável pela aplicação do curso no Norte Pioneiro e o professor coordena todas as atividades.
O trabalho na região começou no final de agosto do ano passado. Até agora, 60 empresários já passaram pelo projeto e outros 150 participam das atividades no momento em Bandeirantes e Cornélio Procópio. A meta é atingir aos menos 600 empresários até o próximo mês de agosto quando o projeto completa o primeiro ano.
Segundo o professor, o programa contempla as cinco principais áreas da administração: gestão de negócios, que é o empreendedorismo, gestão comercial e marketing, gestão de pessoas, gestão estratégica e gestão financeira.
Podem participar do curso tanto os empresários já estabelecidos, independente da atividade e do tamanho da empresa, ou quem só esteja pensando em se estabelecer. O curso tem quase 60 horas/aula, dura seis semanas e as aulas são ministradas no período noturno.
Araujo diz que o curso é importante para o empresário expandir seus horizontes porque enquanto nas grandes empresas há uma especialização e distribuição das tarefas, no pequeno negócio é o próprio empresário que faz praticamente tudo. ''O empresário acorda de manhã, vê as contas que tem para pagar, vai ao banco para arrumar dinheiro, faz os depósitos e atende o cliente. Também é ele quem contrata e demite e, muitas vezes, ele mesmo faz a limpeza do local de trabalho'', relaciona o professor.
Com toda esta carga operacional, o pequeno empresário não tem tempo de se atualizar ou se reciclar, o que pode comprometer o próprio negócio. No curso, além de adquirir novos conhecimentos, ele ainda pode formar uma rede de contatos com outros empresários, ampliando o círculo de amizades.
Dinheiro
O governo oferece uma linha de crédito para os empresários que participam do curso. Os recursos podem ser utilizados para capital de giro, compra de máquinas ou equipamentos, reformas ou adequações civis. Os valores variam entre R$ 700 a R$ 1 milhão, dependendo do porte da empresa, com juros entre 0,55% a 1% ao mês. As exigências cadastrais são as mesmas da rede bancária. Os próprios consultores que aplicam o curso ajudam na elaboração dos projetos para obtenção de financiamentos.

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