A ideia de criar o táxi popular em Bandeirantes nasceu em um momento de dificuldade para o vendedor Alex Santos, que precisava iniciar um negócio novo porque o rendimento com vendas não era mais suficiente para sobreviver e pagar a pestação do carro. Religioso, ele diz que teve uma inspiração divina. ''Deus é fiel e me abençoou na hora de minha falência'', afirma.
Santos já havia trabalhado como mototaxista e achou que seria possível ao cliente pagar um valor semelhante ao de uma corrida de mototáxi, desde que compartilhasse a mesma corrida com outras duas ou três pessoas em um carro.
Ele começou sozinho, com muito receio e com a desconfiança da população sobre o valor da corrida já que o táxi convencional cobra entre R$ 10,00 a R$ 15,00 uma corrida no perímetro urbano da cidade.
Aos poucos, o movimento aumentou e ele precisou de outros taxistas para atender a demanda. E foi aí que surgiu a segunda ideia: a criação de uma central, que no primeiro ano já contava com 10 veículos. O aumento do número de carros acontece de acordo com a demanda e hoje são 22 taxistas ''parceiros'' da central.
Santos faz questão de dizer que o negócio é legalizado junto à Prefeitura e que todos os taxistas possuem álvara para trabalhar.
Vida nova
Um dos mais novos integrantes da frota de táxi popular é o motorista José Jorge Vicente, conhecido como Zé Pretinho. Ele trabalhou durante 35 anos como carreteiro, transportando combustível para diversas cidades nos estados do Paraná e São Paulo. Hoje, ele se sente feliz com a recente experiência como taxista. ''Estou apaixonado por estar lidando com o povo e conversando com as pessoas; é muito gratificante'', afirma.
A central de táxi popular funciona das 7 às 22 horas e recebe cerca de 500 chamadas em média em dias normais e mais de 700 chamadas no horário comercial em dias de chuva. (E.A.)

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