A intenção do governo brasileiro de construir usinas hidrelétricas em outros países para ajudar a reduzir a demanda nacional por energia elétrica nas próximas décadas pode trazer benefícios para Assaí, no Norte Pioneiro. A Jumbo Mecânica Pesada, com sede no município, está entre as 15 empresas deste segmento no Brasil que tem condições de fabricar equipamentos de grande porte para este tipo de obra.

O empresário Marco Antonio Bomtempo, diretor da Jumbo Mecânica Pesada, vê com bons olhos o projeto de integração energética que o Brasil está desenvolvendo com os países vizinhos. O principal projeto deve ser desenvolvido com o Peru, mas o governo mantém contatos também com a Argentina, Uruguai, Bolívia, Colômbia, Venezuela, Guiana e Suriname.

Para o governo, há uma série de vantagens em fazer tais parcerias, entre elas a de conseguir a energia a um preço mais baixo que a produção nacional. No Peru, por exemplo, o megawatt/hora (MWh) de energia custaria US$ 52,00, enquanto no Brasil a estimativa é de US$ 77,00. Além disso, a América Latina tem uma grande disponibilidade para a produção de energia hidrelétrica porque aproveita apenas 24% de seu potencial.

Os projetos a serem implantados nos países vizinhos teriam a capacidade de gerar 30 (gigawatts) GW de energia, mais que o dobro da capacidade de Belo Monte, em construção no estado do Pará. A previsão é o Brasil importar entre 70 a 80% da energia gerada em outros países.

Bomtempo diz que a Jumbo é a única empresa com capacidade na região Sul do País a fabricar equipamentos com até 300 toneladas para hidrelétricas, portos e indústria mecânica de grande porte. Só para se ter uma ideia, este peso é equivalente ao de cinco aviões Airbus ou Boeing que operam no aeroporto de Londrina.

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