Cornélio Procópio - O gerente regional do Instituto Emater em Cornélio Procópio, Paulo César Hidalgo, diz que o combate ao greening deve merecer a atenção de todas as lideranças regionais e municipais do Norte Pioneiro e não apenas de quem é ligado à citricultura. Hidalgo considera que a doença é algo tão grave, podendo ser a condicionante para a existência ou não da citricultura na região.
Para não parecer exagero, o engenheiro agrônomo lembra de pomares que foram completamente devastados pela doença no Estado de São Paulo e na Flórida, nos Estados Unidos. Ele destaca que o trabalho preventivo na região é importante porque a doença está "apenas" no começo.
Hidalgo diz que os produtores devem fazer um trabalho em conjunto porque não adianta um tomar as medidas preventivas e o vizinho não ter os devidos cuidados, entre eles a erradicação da planta logo após a identificação da doença. "O combate ao greening, mais que uma questão legal, é uma questão de consciência e de ação conjunta (para combater a doença)", afirma Hidalgo.
Para ele, a citricultura é uma atividade econômica importante para a região porque gera entre 600 a 700 empregos diretos e uma renda em torno de R$ 16 milhões por ano. (E.A.)

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