Em Siqueira Campos e Ibaiti chuvas ainda atrapalham
Siqueira Campos A recuperação de estradas e pontes em Siqueira Campos e Ibaiti ainda não puderam ser concluídas causando transtorno aos moradores da zona rural. A razão é a ocorrência de mais chuvas fortes, registradas recentemente, a pior elas no dia 15 de março. "Pontes que a gente já tinha arrumado voltaram a ter problemas, o que tem atrapalhado o município a girar", contou o diretor de planejamento de Obras e Urbanismo da Prefeitura de Siqueira Campos, Vanderson Barboza.
Segundo a administração de Siqueira, as chuvas de janeiro danificaram pelo menos cinco pontes importantes para o município. Três delas eram de madeira e a própria equipe da prefeitura tem trabalhado na recuperação. A previsão é de que em 90 dias elas estejam liberadas para o trânsito.
As estradas rurais foram totalmente devastadas e ainda passam por um processo de reconstrução. "Essa manutenção é rotineira. Para recuperar um quilômetro, a gente gasta cerca de R$ 10 mil. Estamos fazendo uma com 20 quilômetros, que vai custar R$ 200 mil", exemplificou.
Os prejuízos foram calculados em pouco mais de R$ 3 milhões. O município decretou situação de emergência e enviou na semana passada o projeto de recuperação orçado em R$ 500 mil para duas pontes uma na área urbana e outra na rural que ainda estão interditadas, mas não há previsão da chegada da verba. "Estamos aguardando um retorno", pontuou. Com o recurso liberado, o prazo para recuperação de ambas é de 180 dias.
IBAITI
Ontem, o prefeito de Ibaiti Roberto Regazzo (PSB) estava em Curitiba, onde reuniu-se com a direção do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) para solicitar materiais para a reconstrução de nove pontes. Hoje ele segue para Brasília (DF) em busca de mais recursos. "Os principais prejuízos estão nas estradas rurais", afirmou. A chuva do dia 15, segundo ele, teve a duração de 50 minutos, mas caíram cerca de 200 milímetros de água, agravando ainda mais a malha rural.
Na chuvas de janeiro, a estimativa era de que 85% dos 900 quilômetros de estradas rurais tinham sido afetados. "Nesta última chuva apenas 10 quilômetros foram danificados, mas foi um estrago violento. Tem áreas com buracos de mais de 1 metro de profundidade. Nas pontes, há locais em que a força da água levou tudo, até a largura do rio praticamente dobrou", lamentou. Beto Regazzo estima prejuízo de R$ 1,6 milhão que, por enquanto, estão sendo custeados com recursos do município. A principal despesa até agora é com óleo diesel para as máquinas que refazem as estradas. "O Estado repassou 10 mil litros de óleo", afirmou.
(R.S. e Célia Guerra)





