A Avenida Delfim Moreira ainda era de terra quando seu Aparecido Vilela, de 75 anos, o Cido, abriu seu bar em Santa Mariana (a 15 km de Cornélio Procópio). "Vim de Cambará, morei no sítio. Meu pai vendeu a propriedade em 1957 e compramos alguns estabelecimentos na cidade: um bar, depois um restaurante e uma mercearia. Em 1964 quis abrir meu próprio negócio, e estou com este bar, na Avenida Delfim Moreira, desde então", conta Cido.
No início, o bar era frequentado especialmente por lavradores. "Quase todo mundo morava nas fazendas de café, tinha pouca gente na cidade", lembra. As bebidas vendiam bastante, mas o carro-chefe sempre foi um produto não muito comum em bares. "Sempre vendi sorvetes, que eu mesmo fabrico. O de flocos e abacaxi são os mais famosos", diz.
Há cerca de 30 anos, Cido resolveu ampliar seus produtos e passou a oferecer lanches aos clientes. Hoje eles são os responsáveis pela maior parte do faturamento do bar. "Há 10 anos não vendo bebidas quentes, ou seja, cachaça, vodka etc. Agora só cerveja. Não combinava as famílias trazerem crianças pra comer X-salada, tomar sorvete, e um bêbado estorvando do lado", brinca, lembrando que já teve dois dedos quebrados por conta de brigas no bar antigamente.
Para ele, essa mudança de público foi um dos pontos que contribuíram para a manutenção do estabelecimento por tanto tempo. Hoje muitos membros de sua família trabalham com ele. "Sempre procuramos fazer o melhor. Quando faço um lanche, quero que o cliente saia satisfeito. Sempre tem um que quer o pão mais torradinho, ou mais branquinho, e a gente procura agradar, acho que é por isso que eles sempre voltam." (R.P.)

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