Em Londrina, 10% dos casos são de Cornélio
Cornélio Procópio - Dos 880 corpos recebidos pelo IML de Londrina em 2014, 10% são da cidade de Cornélio Procópio. O número aumenta para 15% quando incluídas as cidades vizinhas. Para a chefe administrativa do IML de Londrina, Cristiane Ferreira de Souza, a demanda de Cornélio não sobrecarrega Londrina, que atende também outros 34 municípios. "A aquisição de um veículo para o translado de Cornélio ajudou muito", ressalta.
O delegado-chefe da 11ª Subdivisão de Polícia Civil, João Manoel Garcia Alonso Filho, também valoriza o veículo. "Dos três homicídios que o veículo atendeu em Cornélio, não tivemos problemas, eles chegaram rapidamente", frisa.
Para Cristiane e autoridades policiais da região, o ideal seria se Cornélio Procópio tivesse um ambulatório do IML para realização de exames de lesão corporal, conjunção carnal e ato libidinoso. "Nossa demanda é muito grande nesse ponto. Para marcar um exame de lesão demora quase uma semana. Em caso de estupro, por exemplo, não pode passar de 72 horas após o ato. Então um ambulatório agilizaria muitos processos em toda a região de Cornélio".
Já a lavratura de óbitos, que são procedimentos mais complexos e que demandam mais estrutura, Cristiane acredita que as instalações de Londrina são suficientes. "Embora não seja a ideal, estamos atendendo de forma satisfatória", diz.
A chefe administrativa do IML de Londrina frisa que o custo para a manutenção de um IML é alto. "É necessário ao menos quatro médicos para atender os diferentes turnos, além de auxiliares de necrópsia, administrativo, motoristas, equipamentos, entre outros. Atualmente sofremos com a falta de médicos, por isso a demora na liberação dos corpos em alguns casos. Os profissionais não querem ficar no IML, pois a carga horária, que deveria ser de 20 horas semanais, chega a 40 ou 50 horas semanais", conta. (R.P.)





