Em 'larga picada' nasceu o lugarejo
''Em 9 de maio de 1889, neste districto da Paróchia de Thomasina, Termo de São José da Boa Vista, Comarca de Castro, Província do Paraná'', o escrivão José Camillo D' Oliveira certificou o óbito de Anna Placidina da Conceição, aos 40 anos de idade, ''no lugar denominado Pinhalão''. O documento vem a ser, também, um atestado da antiguidade do topônimo, aumentativo de pinhal ou pinheiral, provavelmente adotado por volta de 1850, acredita Dagmar.
Ainda no ''lugar denominado Pinhalão'', morre João Ribeiro da Silva, em 27 de agosto de 1892, aos 60 anos de idade, marido de Anna Placidina. O casal viera de Natércia (MG), em 1887, com 15 filhos, havendo aqueles que já eram casados e o primogênito tinha banda de música. No decorrer de uma década outras famílias chegaram.
Em 1915, Horácio Ribeiro de Souza, um dos netos de Anna e João, vende a herança paterna e compra, orientado pelo agrimensor Júlio Biscaia, outras terras em Pinhalão, ''já efervescente em 1916, um eldorado''.
Daí, numa ''larga picada'' entre a propriedade de Horácio e a fazenda de ''seu amigo e compadre Geraldo Vieira'' teve início um lugarejo de moradores em ranchos.''ôIsso sensibilizou Geraldo, que doou 12 alqueires para que o povoado progredisse''. Por sua vez, Horácio mandou construir a primeira igreja (de madeira) e sugeriu que se denominasse Pinhalão a vila.
Assim começou a futura cidade, segundo a versão de Dagmara, neta de Horácio Ribeiro de Souza e de Frutuoso Pereira dos Santos. Mineiro de Itajubá, Frutuoso chegou nos primeiros anos de 1920, para ser cafeicultor pioneiro no bairro Terra Roxa.





