‘‘Praça Lovat’’, ‘‘Avenida Willie Davids’’ e a configuração urbana de Marques dos Reis correspondem a uma cidade no Norte Velho ‘‘com a cara’’ do Norte Novíssimo, a zona do arenito adiante de Maringá onde a CMNP, sucessora da Companhia de Terras Norte do Paraná (CTNP), colonizou 30 mil alqueires. ‘‘É dos Mesquita, foram eles que formaram esse Paraná abaixo’’, diz Sebastião Ferreira referindo-se a Cianorte, Jussara e Umuarama, fundadas entre 1955 e 1960 simultaneamente a Marques.
  ‘‘A vontade deles era uma cidade talvez como Jussara, onde está a sede da Companhia hoje’’, deduz o vereador José Izaías, mostrando a planta de Marques. Numa área de 1.180.962 metros quadrados (= 48,80 alqueires paulistas) estão assinaladas 1.012 datas perfazendo 632,9 mil metros quadrados e reservados espaços para indústrias, centro esportivo, igreja, cemitério, grupo escolar e 91.000 metros quadrados de leito para a BR-369.
  Mais de um terço da área não se urbanizou, está ocupado pela agricultura, observa José Izaías. Enquanto as cidades no Norte Novo e Novíssimo evoluíram pela força das pequenas propriedades agrícolas ao redor, presumivelmente Marques teve o crescimento limitado por fazendas, o desvio do tráfego de trens, mudanças em rodovias e a perda de população ao término do ciclo cafeeiro.
  Willie Davids foi prefeito de Jacarezinho e dirigente da CNTP, empresa criada por Lord Lovat para colonizar o Norte Novo de Londrina. Vendida em 1944 a paulistas, entre os quais Gastão de Mesquita Filho, a empresa denominou-se Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, em 8 de fevereiro de 1951.

mockup