EDITORIAL
Há cerca de cinco meses das eleições, o eleitor brasileiro já começa a ser visto por alguns candidatos como peça temporária importante para ser trabalhado em sua campanha. Outros, e tomara que eles sejam a maioria, terão quem tem direito a votar como parceiro não apenas neste período de disputa, mas, sobretudo, na caminhada em busca de soluções para o Estado e o País. Este seria o quadro ideal para as eleições deste ano. Mas há de discordar o eleitor, e com justa razão.
Pois o que ocorre é que a peça mais importante do processo eleitoral, que sem dúvida alguma é o eleitor, tende a ser encarado por um bom número de candidatos como aliado apenas nos meses que precedem o pleito. Passada a campanha, será novamente o eleitor um inexpressivo cidadão, sujeito a filas nas repartições públicas, juros elevados permitidos por governos e políticas públicas inadequadas.
Há como reverter este quadro e a ação nesse sentido depende somente desse cidadão. Embora reconheça-se a dificuldade de saber, entre tantos candidatos, quais teriam o dom da sinceridade e da ética, a ponto de se empenhar para cumprir com o que prometeu em palanque, fica o eleitor, sendo dono de uma tarefa importante na hora de votar, responsável pela boa escolhas dos futuros legisladores e governantes.
Só assim um novo rumo político e administrativo poderá ser planejado para o País. O eleitor, em vez de alvo, terá que ser o atirador. No bom sentido, é claro.





