EDITORIAL
A organização da sociedade, por meio de entidades civis, assegura a formação de referenciais e permite a expansão dos anseios e esperanças de uma comunidade. A importância destes mecanismos está abrigada na possibilidade de mudanças e na ampliação da repercussão das reivindicações. Este aparato que integra dois pólos, as organizações e seus membros, de uma mesma estrutura é cultivado no cotidiano de lutas e pleitos.
No Norte Pioneiro a massa disforme de aspirações, sonhos e utopias da comunidade, de maneira cadenciada, evolui para blocos de contornos delineados e concretos. Nossas instituições se fortaleceram e, alienígenas como associações de moradores, diretórios acadêmicos e entidades de classes, foram incorporados ao nosso cenário.
Bandeiras foram inseridas no cotidiano de milhares de pessoas e o debate apurado que requer uma avaliação sistemática e crítica compõem a pauta de reuniões e é tema de conversas e debates. As ações e programas da Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi) em 2001 denotam uma tendência irreversível à organização e refletem em suas conquistas o resultado prático da brusca mudança de comportamento de nossa comunidade.
As reivindicações deixaram de ter nuances de queixas e reclamações e passaram a ser propostas e solicitações. A entidade como órgão que reúne os prefeitos de toda a região obteve resultados surpreendentes, por meio, da organização e da ação conjunta entre lideranças e comunidade.
O resultado positivo da mudança de comportamento registrou um histórico movimento Universidade Já com a mobilização de lideranças, estudantes e profissionais pela universidade do Norte Pioneiro, transformada em Universidade do Estado do Paraná, mas com as marcas da luta da comunidade local.
A nova face do movimento civil organizado interferiu nas questões ambiental e econômica. Manifestações, paralisações e abaixo-assinados permitiram avanços no debate por uma região melhor. A trajetória subserviente do Norte Pioneiro foi, pelo menos por enquanto, interrompida.





