Saúde urgente



O atraso de 18 meses na conclusão do Hospital Distrital em Santo Antônio da Platina demonstra a ausência de políticas públicas eficientes. Demonstra também a vocação periférica de uma região. Desprovida de grandes hospitais, o Norte Pioneiro consome recursos em combustíveis para encaminhar seus pacientes para os centros regionais em Londrina, Curitiba e Maringá. A despreocupação das autoridades se revela na ausência de manifestações explícitas de descontentamento.

Em um Norte Pioneiro em que conquistas como a pavimentação das rodovias e a criação da universidade consumiram esforços e serviram para consolidar a capacidade de mobilização do setor político, talvez seja o momento da comunidade eleger um novo pleito para aglutinar esforços e promover novas campanhas. Uma estrutura hospitalar deficitária amparada na comunidade e nos esforços individuais de abnegados, salvo iniciativas como o Conselho Intermunicipal de Saúde (Cisnorpi), em Jacarezinho, e alguns hospitais isolados não pode permanecer inalterada em um momento de avanços políticos e econômicos de toda a região.

A questão da saúde que envolve, além da medicina curativa o aspecto preventivo, deve e necessita de medidas urgentes para que propicie condições adequadas para a comunidade. O investimento em saúde requer planejamento e definições claras sobre objetivos e metas. O profissionalismo que envolve outros setores deve englobar esta área para garantir o atendimento adequado e planejado. O esforço solitário de instituições e pessoas deve ser substituído pela estratégia compatível com as realidades locais. A saúde hoje prevê e requer imaginação, entusiasmo e organização.

Nos primeiros quesitos nossa população cotidianamente se supera e implementa saídas alternativas para a manutenção das instituições de sa© úde. No terceiro requisito e último cabe a nossa responsabilidade em exigir e acompanhar as ações da comunidade para concebermos um atendimento de qualidade e compatível com os habitantes do Norte Pioneiro.

mockup