EDITORIAL
Privatizar a PR-092. A opção manifestada pelas lideranças da região demonstra o elevado grau de precariedade da rodovia e o ceticismo da comunidade em relação ao governo do Estado. Não se crê mais no governo ou em suas promessas.
A decisão de prefeitos e autoridades, ao contrário das manifestações do governador Jaime Lerner, que encara a proposta como a vitória do seu projeto de privatização, reflete a insegurança de uma comunidade formada por 28 municípios que, em meio ao desespero de manter-se alheio ao progresso paranaense alardeado pelo mesmo governo que se omite, exige a solução do problema às custas do sacrifício de seus usuários. Perdem-se os anéis para poupar-se os dedos.
O sacrifício imposto aos usuários, que em sua maioria é formado por pequenos agricultores, empresários, estudantes e caminhoneiros, é proporcional ao número de habitantes destas cidades que deixam sua terra natal, desgostosos com o descaso e contínua estagnação da região, e se lançam em empreitadas de resultado duvidoso em outros centros urbanos do Paraná.
A privatização da PR-092 e a disposição do governo estadual em incluir as instituições isoladas de ensino de Jacarezinho, conforme matéria publicada na Folha de Londrina/Folha do Paraná, à Universidade Estadual do Paraná (projeto que prevê a integração de todas as instituições isoladas de ensino do Estado) denotam a importância conferida ao Norte Pioneiro pelo governo Jaime Lerner.
A região que gerou o Norte do Estado e que pavimentou o progresso de regiões como Norte Novo e Norte Novíssimo parece alienígena em meio ao progresso do Estado contemporâneo. Nesta edição, a Folha revelou alternativas e traçou um relatório sobre a implantação do pedágio e as divergências que cercam este projeto. A contribuição do veículo para o crescimento da região é fornecida através da divulgação de informações que norteiem as decisões de cada cidadão.





