Economista aponta evasão de renda
Mesmo com indicadores positivos, a maioria dos municípios do Norte Pioneiro sofre com a evasão de renda por não oferecerem boas condições de qualidade de vida para a população. A análise é do professor Paulo Brene, coordenador do curso de Economia da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp), campus de Cornélio Procópio.
Brene reconhece que os municípios mais evoluídos do ponto de vista industrial apresentam melhores resultados no Produto Interno Bruto (PIB) local, mas destaca que isto não é suficiente. ''Não adianta a cidade ter um processo de industrialização forte, se esse processo não é acompanhado de uma boa prestação de serviços e de um comércio qualificado que possa reter essa renda na região'', argumenta.
O professor diz que, por isso, os moradores das pequenas cidades procuram melhores condições de lazer, cultura e consumo qualificado em centros maiores. Segundo alguns estudos elaborados pelo próprio economista, a evasão pode variar entre 4% e 8% do total da renda produzida no município.
Para o professor, o desenvolvimento econômico da região, que se caracteriza por pequenos municípios, depende quase que exclusivamente da forma como os prefeitos conduzem as administrações em suas cidades. Ele compara que o governo federal deve se preocupar com questões mais abrangentes, como a inflação e grandes obras de infraestrutura, e não com questões localizadas, como a situação de uma pequena cidade do interior.
Na avaliação de Brene, os novos administradores que assumiram no dia primeiro deste mês, têm uma grande responsabilidade pela frente. ''A gestão pública é responsável pelo desenvolvimento da economia local porque não há ninguém melhor que o prefeito e os secretários para saberem o que a cidade precisa ou não precisa. É só no âmbito local que você pode reverter algumas situações e potencializar outras'', afirma.





