É uma vila de Ourinhos
Se alguém deseja ouvir uma síntese, é apresentado a Sebastião Marques Ferreira, paulista de Bernardino de Campos que chegou à Fazenda São Francisco em 1960 (um tio era o administrador), mudou-se para Marques em 61 e trabalhou no Seixas, o primeiro estabelecimento comercial. Versátil, dedicou-se a atividades contrastantes, entre as quais operador (ou projecionista) do cinema e locutor de concursos de calouros no recinto. Mandamos gente para o programa do Sílvio Santos, recorda.
Dizem até que eu sou o Sebastião Marques dos Reis, comenta, sobre a longevidade no lugar, onde se casou e nasceram os três filhos. Festas que atraíam gente de Ourinhos e restaurantes cheios de viajantes, quando Marques era entroncamento rodoferroviário, estão na memória de Sebastião. Têm de restaurar a estação, é um monumento, fico até com dó ao vê-la se estragando, afirma.
Aqui é uma vila de Ourinhos, resume Sebastião a tendência na atualidade. Concorda José Izaías, estimando que, à exceção de uns poucos trabalhadores em fazendas e 35 na concessionária das rodovias (pedágio), a força de trabalho de Marques está empregada em Ourinhos (103 mil habitantes no município), polo regional economicamente mais forte do que Jacarezinho (cerca de 40 mil habitantes). Pela manhã, a circular (ônibus) tem horário dobrado para levar trabalhadores Ourinhos.
Além de empregos, há em Ourinhos supermercados e estabelecimentos de outros ramos, encontrando-se produtos a preços inferiores até em comparação aos de Curitiba, segundo Izaías. Acrescenta-se a vantagem da nota fiscal do Estado de São Paulo, que restitui um porcentual de imposto ao consumidor. O transporte coletivo custa R$ 2,80; quem vai de carro próprio, gasta menos de um litro de álcool e não paga pedágio.





