É um risco para todo mundo
Andirá - Toda semana, o caminhoneiro Vanderlei dos Santos, de 41 anos, sai de Lucas do Rio Verde (MT) com destino ao sul do País para entregar carne congelada. Na semana passada, ele seguia para Itajaí (SC), mas teve a viagem atrasada por um buraco na pista. "Fez um barulho estranho, parei para conferir, mas acho que não é nada grave", avaliou. Santos admite que o desvio do pedágio causa transtorno para a população local, mas coloca a culpa no alto preço do pedágio. "É muito caro, por isso o patrão manda passar por aqui", contou.
O agricultor Giovani Antônio Araújo, de 30 anos, morador em Andirá, diz que tem receio em pegar a estrada com todo o movimento de caminhões pesados. "Por mais experiente que o motorista seja, sempre há um desconforto. Com esses buracos na pista, muitos caminhoneiros sem consciência tiram de lado, nem se importam com os carros", denuncia. A reportagem flagrou vários pontos com deformidades em que caminhoneiros invadiam a pista contrária para seguir viagem. "É um risco para todo mundo. Não é só tapa-buracos, o problema é bem mais complexo".
O cenário de falta de acostamento e pontos de ultrapassagem em terceira faixa, e até o mato alto que encobre as placas é bem diferente do encontrado no trecho pedagiado da rodovia BR-153 no Paraná, da divisa entre Jacarezinho e Ourinhos (SP) até Santo Antônio da Platina. A rodovia federal, apesar de não ser duplicada, uma reivindicação antiga dos usuários, reúne melhores condições para o tráfego de veículos pesados. A Concessionária Econorte, responsável pelo trecho, foi procurada pela reportagem, mas preferiu não se manifestar. (C.F.)





