Bandeirantes - Uma pesquisa realizada pelo Projeto Bom Vizinho em fevereiro, apontou as drogas e o desemprego, como principais fatores para o aumento da criminalidade em Bandeirantes, no Norte do Estado. Desenvolvido por entidades, instituições filantrópicas e empresas comerciais e industriais, o projeto vem se destacando pela integração da população de bairros e vilas da periferia com as Policias Militar e Civil e Corpo de Bombeiros. Detalhe: desde a implantação do projeto, em 2009, os índices de violência e criminalidade vêm diminuindo, principalmente nas áreas do centro da cidade.
A pesquisa, conforme o coordenador do projeto Paulo Roberto Balla, foi apresentada recentemente ao grupo gestor, formado por representantes de vários segmentos da sociedade civil organizada e para a imprensa regional nas dependências do Rotary Clube de Bandeirantes. Segundo as policias civil e militar o índice de criminalidade de 2009 a 2011 reduziu gradativamente. Em 2009 o índice era de 39,04%, em 2010, 31,8% e em 2011, 29,16%. Na área central da cidade, o índice de ocorrência diminuiu mais do que nos bairros.
Pesquisa
Pesquisa realizada pela empresa Foccus Pesquisas, entrevistou 352 pessoas e, dessas, 55,52% conhecem o projeto Bom Vizinho e 76,49% gostariam que ele fosse implantado em toda a cidade. Outros 69,12 responderam que acreditam que com o projeto de Segurança Comunitária, é possível reduzir o número de ocorrências policiais nos bairros e vilas.
A avaliação do atendimento e a imagem que a população tem das Policia Civil e Militar e Corpo de Bombeiros também integram a pesquisa. De acordo com os números, 63,17% dos entrevistados consideraram bom o atendimento, mas destacaram que as policias não estão suficientemente equipadas para combater e enfrentar a criminalidade. 64,59% dos entrevistados não sabem diferenciar a função da Policia Civil e da Policia Militar. Para 62,89% das pessoas que responderam ao questionamento do Projeto Bom Vizinho, as drogas lícitas e ilícitas contribuem como fator primário para o aumento da criminalidade e 19,55% apontaram o desemprego como fator principal.
Durante a reunião de apresentação dos números da pesquisa, os gestores confirmaram outras ações que deverão ser realizadas nos próximos dias. Conforme o empresário Paulo Balla, o projeto vai realizar uma série de palestras de orientação em escolas, bairros, vilas, entidades religiosas e clubes de serviços para reforçar as medidas de segurança que devem ser colocadas em prática. O grupo gestor quer levar o programa para todos os bairros da periferia, mas precisa do apoio da estrutura oficial. Um documento minucioso está sendo elaborado para ser entregue nos próximas dias às autoridades locais e estaduais. ''Para implantarmos o programa de Segurança Comunitária nos bairros, precisamos da ajuda e do apoio de todos os organismos estatais que a cidade possui'', observou o coordenador de Segurança Paulo Balla.

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