Cornélio Procópio - Com 41 anos dedicados à vida sacerdotal, o atual bispo da Cúria Diocesana de Cornélio Procópio, Dom Manoel João Francisco, 68 anos, natural de Itajaí (SC), vê com cautela o envolvimento de religiosos na vida política partidária. "A Igreja não proíbe esse tipo de participação política, mas tem uma forte determinação de que isso seja evitado", avalia. Sem possuir elementos suficientes para dar uma opinião pessoal sobre a gestão do padre Zezinho, em Santa Cecília do Pavão, ele conta que apenas conversou rapidamente com ele no último retiro de padres, realizado no ano passado, em Maringá, e que não o conhecia até então.
Na sua opinião, um padre tem muito mais liberdade e poder de influência em prol do bem comum se conseguir manter-se desvinculado de qualquer partido político, envolvendo-se apenas com a "política social" da sua comunidade. "A política, num sentido mais amplo, faz parte inevitável da vida de todos nós. Não há como se abster dela. Acredito que religião e política combinam sim, mas desde que seja a política social, não a partidária. A fé cristã, em sua essência, é comunitária, não é individualista, e acredito que posso fazer muito mais pela comunidade como religioso do que se me envolvesse na política partidária", defende. (A.P.N.)

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