O Departamento de Economia Rural (Deral) do Núcleo Regional da Seab estima que a produção de suínos, a partir do próximo ano, deverá aumentar consideravelmente em relação ao último levantamento efetuado pelo órgão. De acordo com o responsável pelo escritório do Deral, o economista José Antonio Gervásio, o crescimento deverá ocorrer principalmente na criação de suínos de raça, hoje com uma demanda inferior a dos suínos comuns. ''A demanda maior hoje está relacionada a criação de suínos comuns, pelas técnicas mais simples de produção'', justificou.
O último levantamento efetuado pelo Deral apontou Tomazina com o maior número de produtores (1,2 mil), mas com um rebanho inferior ao de Siqueira Campos, considerado o maior produtor de suínos do Norte Pioneiro e que possui um plantel de 19,8 mil animais. Tomazina possui um rebanho de 11,5 mil, número inferior a Cambará, segundo maior produtor do Norte Pioneiro e com um rebanho estimado em 16,5 mil, e Carlópolis, com 15 mil suínos.
O levantamento do Deral aponta ainda que o valor da comercialização de suínos no Norte Pioneiro deverá ultrapassar os R$ 6 milhões a partir do abate diário de duas mil cabeças na nova unidade de abate que está sendo instalada em Jacarezinho. Hoje, conforme o órgão, o valor da comercialização está em R$ 3,4 mil para animais com carcaça de aproximadamente 67 quilos.
A maior parte da produção paranaense é consumida, conforme o Deral, nos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Na opinião do técnico, uma campanha destacando o consumo de carne suína também é necessária para que a produção possa ser consumida no Paraná. ''Como a região já está com sua bacia leiteira definida e com a comercialização garantida, o gado de corte com mercado satisfatório e as culturas de estufa produzindo dentro das previsões, a implantação do projeto de integração da suinocultura deverá completar um importante ciclo agropecuário no Norte Pioneiro'', concluiu Gonçalves. (Marcos André Brito)

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