Dengue volta a preocupar região
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quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Vinícius Fonseca<br>Reportagem Local 
Cornélio Procópio - A alta temporada do verão ainda não chegou, mas a dengue já preocupa os municípios do Norte Pioneiro, sobretudo os da área de abrangência da 18ª Regional de Saúde (RS) de Cornélio Procópio. O motivo é a alta incidência do mosquito transmissor (Aedes aegypti) registrada, principalmente, em três cidades pertencentes ao órgão.
De acordo com a Secretaria da Saúde do Paraná (SESA-PR), no último período epidemiológico, entre agosto de 2012 a julho de 2013, Andirá tinha 20.615 habitantes, e confirmou 376 casos, uma incidência de 1.809,36, já Itambaracá, com 6.759 moradores registrou 92 confirmações, um índice de 1.331,56. Ainda um terceiro município com alta incidência foi São Sebastião da Amoreira com 84 casos para uma população de 8.629 habitantes, o que gerou um índice de 973,46. Vale ressaltar que, para se chegar a incidência, o cálculo leva em conta o número de casos confirmados na localidade por 100 mil habitantes.
O diretor da 18ª Regional, Edimar Aparecido dos Santos, reconhece que os números são preocupantes, uma vez que, se nada for feito, a situação pode fugir ao controle quando as altas temperaturas e as chuvas, características do verão, facilitarem a proliferação de focos do mosquito transmissor. Na tentativa de reduzir os riscos, ele se reuniu com membros da saúde e os prefeitos das três cidades na semana passada. Entre as solicitações feitas estão a manutenção dos agentes de endemias e a realização de mutirões, visando intensificar o combate. "O ideal é que exista pelo menos um agente para cada 800 imóveis, conversamos com os prefeitos no sentido de cumprirem com essa recomendação, seja contratando temporários, ou via concurso público", afirma.
Santos adianta que considera a possibilidade de se reunir em novembro com os 21 prefeitos dos municípios pertencentes à regional e os nove promotores de comarcas da região para que seja firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). "Alguns municípios precisam prever punições para quem não cuidar de seus quintais e terrenos. Isso precisa constar em leis municipais", pontua.
Punição
Ele cita ainda que existe no Paraná resolução que dispõe sobre a norma técnica de prevenção à proliferação do Aedes aegypti, agente transmissor da dengue e febre amarela, e que confere aos agentes municipais, entre outras coisas, a entrada em residências e edificações sem autorização prévia do morador, caso o munícipe dê sinais de que não quer colaborar. "A resolução permite que os municípios elaborem leis e é esta postura, (mais enérgica) que pedirei aos prefeitos".
Segundo o diretor, a incidência deve ficar o mais próximo possível do zero. "Até 100 podemos considerar o índice aceitável, porém o ideal é trabalhar para zerar esses números", pondera. Também pertencente a 18ª RS, Santa Mariana teve um índice superior a 201, o que também preocupa Santos.
Na 19ª Regional de Saúde, em Jacarezinho, o município que consta com a maior incidência é Santo Antônio da Platina. A cidade que tem 42.688 habitantes registrou 64 casos de dengue no último ano epidemiológico. O curioso é que o município só teve autóctones, ou seja, casos contraídos dentro da própria cidade. Até o fechamento desta edição, a FOLHA não havia conseguido contato com o diretor da 19ª Regional.
Neste ano epidemiológico, que teve início em agosto de 2013 e segue até julho de 2014, o Paraná teve 77 casos confirmados, nenhum deles nas Regionais de Cornélio Procópio (28 notificações) e Jacarezinho (15 registros).
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