Os números da dengue são alarmantes em boa parte do Estado. Conforme o boletim semanal da Secretaria de Saúde (Sesa), divulgado na última segunda-feira (4), o Paraná tem 7.388 casos confirmados e seis óbitos desde agosto de 2012 até o momento - o levantamento segue até julho de 2013. O Norte Pioneiro, no entanto, aparentemente apresenta números bem controlados nas duas regionais que juntas atendem 43 municípios - 18ª Regional de Saúde Cornélio Procópio (21 cidades) e 19ª Jacarezinho (22) - e uma população que somada chega a quase 504 mil habitantes.
De acordo com o documento, em Cornélio foram confirmados nove casos, oito deles autóctones e um importado. Em Jacarezinho são cinco casos, todos importados.
Vale ressaltar que os últimos anos não foram fáceis para as duas regionais, sobretudo entre 2010 e 2011, quando dos 29.207 casos no Paraná elas registraram 9.560, sendo 4.770 em Cornélio e 4.790 em Jacarezinho. O total de óbitos também foram preocupantes, no Estado foram 15 naquela época, oito deles em Jacarezinho e um em Cornélio Procópio. ''A dengue é uma doença que apresenta surtos bem explosivos, em um momento se tem poucas notificações e em outro diversas. Aquele ano foi bem complicado em muitos municípios da regional, sobretudo Jacarezinho onde o índice de infestação predial do vetor era muito alto e as condições climáticas favoráveis para a proliferação'', lembra Rosa Lúcia Ramos Vita Almeida, chefe da Divisão de Vigilância em Saúde da 19ª Regional.
Rosa diz que após a epidemia uma série de medidas de combate ao Aedes aegypti foram tomadas e já entre agosto de 2011 e julho de 2012 a diferença foi sentida. ''O números do ciclo anterior foram mais satisfatórios'', destaca. Enquanto o Paraná contabilizou 2.678 casos, Jacarezinho teve apenas 14 e Cornélio 167.
Embora a tendência seja de que os bons números do ano passado possam se repetir, Rosa diz que é preciso estar sempre alerta e que alguns cuidados devem ser tomados. Ela ressalta que o índice de infestação predial da dengue preconizado pelo Ministério da Saúde é de 1% e hoje apenas na cidade de Jacarezinho está em 1,13%. ''Temos municípios do Estado com surtos epidêmicos, somos fronteira com São Paulo e temos cidades da regional com índice predial acima do recomendado, então, riscos existem'', conclui.
A inspetora de Saneamento da Vigilância Sanitária e Ambiental da 18ª Regional de Cornélio Procópio, Maria Helena Mendes Luiz segue a mesma linha de raciocínio de Rosa e argumenta que com a dengue não se pode relaxar. Ela explica ainda que o pico de casos costuma ocorrer principalmente em março. ''Sentimos isso por anos anteriores. Os próximo 60 dias serão determinantes e temos que continuar trabalhando em união com os municípios para combater a dengue'', projeta.
Ainda segundo a inspetora, alguns municípios da regional apresentam alto índice de infestação e necessitam de atenção especial, são eles: Santa Amélia (9,46%), Santa Cecília do Pavão (4,95%), Andirá (4,41%) e São Sebastião da Amoreira (4,09%) ''Três desses municípios já fizeram mutirões de eliminação de criadouros com a participação da Defesa Civil e o outro deve realizar a mesma atividade nos próximos dias. Assim pretendemos controlar a situação'', esclarece.

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