A coordenadora do Núcleo de Práticas Jurídicas da Faculdade Bom Bosco, Kelly Carioca Tondinelli, acredita que a Defensoria Pública em Cornélio Procópio vem suprir uma demanda que o Núcleo não atende, como a criminal.
Criado há cinco anos, o Núcleo tem em torno de mil processos em andamento, a maioria na área de Família. Quatro advogados fazem o atendimento dos clientes. Além das ações de Família, também são atendidos casos da área Cível. Para receber assistência gratuita, as pessoas precisam comprovar que são de baixa renda. A renda familiar não pode ultrapassar dois salários mínimos.
Segundo a coordenadora, para tentar dar vazão à demanda reprimida está sendo colocado em prática o projeto Movimento Cidadão, um mutirão de atendimento. A primeira edição ocorreu no sábado, dia 30 de abril, e atendeu aproximadamente 50 pessoas. "Queremos dar sequência ao projeto uma vez por semestre", afirmou Kelly, acrescentando que foram tratadas questões como divórcio, guarda dos filhos, pensão alimentícia, regulamentação de visitas ou interdição de pessoas doentes. Cerca de 50 alunos do curso de Direito do 7º ao 10º períodos tiveram a oportunidade de colocar a teoria em prática.

OAB
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Cornélio vê como positiva a chegada da Defensoria Pública. "Algumas pessoas procuravam atendimento aqui na OAB e nós fazíamos o encaminhamento para as universidades. Há uma necessidade muito grande e muita gente acaba sem acesso ao judiciário", comentou a presidente Thaís Takahaschi.
Para Thaís, a maior demanda da Defensoria será nas áreas de Família e Criminal. "Acredito que as pessoas com ações que dependem de pagamento de honorários antecipados vão procurar a Defensoria." (A.M.P.)

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