Santo Antônio da Platina - Uma avaliação da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros irá apontar a possibilidade de um desabamento no Morro do Sabão, em Santo Antônio da Platina, por conta dos graves danos ambientais provocados na área, principalmente pela retirada de pedras por servidores da prefeitura. O laudo deve ser concluído e apresentado até o final desta semana. Na semana passada o assunto foi tratado em matéria deste caderno Norte Pioneiro, com flagrante registrado no local, e mesmo assim a prefeitura manteve a extração irregular de pedras.
De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros de Santo Antônio da Platina, tenente Jefferson Gregório, um mapeamento da Coordenadoria Estadual de Proteção de Defesa Civil (Cepdec) demonstra que a área é considerada de risco, porém, somente o resultado da perícia realizada pelos profissionais da Defesa Civil do município irá indicar a intensidade desses riscos no local. "No mapa do Cepdec (que demonstra todas as áreas de risco do município), o Morro do Sabão aparece como um dos locais com alerta para situações de perigo, principalmente em situações climáticas que registram grande volume de chuva", alertou.
Segundo ele, a retirada de pedras do morro certamente causa um grande impacto ambiental aumentando ainda mais a possibilidade de deslizamentos. "Mas somente a Defesa Civil poderá apontar a intensidade dos riscos. O Corpo de Bombeiros apenas acompanha os trabalhos de vistoria", explicou o tenente.
Na última sexta-feira, a prefeitura de Santo Antônio da Platina foi notificada pela Polícia Ambiental (PA) pelo crime de usurpação de minério. A denúncia será encaminhada ainda nesta semana ao Ministério Público Federal e ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP). As multas, se aplicadas, iniciam em R$ 5 mil.
Na manhã de ontem, o secretário municipal de Planejamento, Orlando Pimentel, determinou o início das obras para cercar toda a área no Morro do Sabão para impedir a exploração de minério no local, conforme determinação da Polícia Ambiental. Pimentel, entretanto, evitou comentar a prática pela prefeitura e minimizou a polêmica dizendo que o assunto já está sendo tratado internamente.

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