Dados do IDSUS revelam que o Norte Pioneiro precisa evoluir em saúde
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quarta-feira, 07 de março de 2012
Redação FolhaWeb 
Os números do Índice de Desempenho do Sistema Único de Saúde (IDSUS), revelados na última semana pelo Ministério da Saúde, fornecem um diagnóstico detalhado de todos os municípios brasileiros, divididos em seis grupos homogêneos de acordo com características de desenvolvimento socieconômico e de estrutura do sistema de saúde de cada um.
A FOLHA publica hoje tabela completa da nota obtida por cada um dos 46 municípios que formam o Norte Pioneiro, respeitando a divisão em grupos, como determina o Ministério da Saúde. Na região, há municípios nos grupos três, cinco e seis. Trata-se de um documento para os gestores municipais e usuários do SUS. Por meio dele, é possível traçar um comparativo com outras cidades e planejar melhorias. Secretários de saúde entrevistados para esta reportagem ainda não conheciam os números de seus municípios.
No geral, o IDSUS fornece dados que podem ser considerados preocupantes. Segundo cálculo da FOLHA, a média de toda a região - que chega a abranger quatro regionais de saúde do Paraná - é 6,06; menor que a média do Estado, que é 6,23. A média do País é 5,46.
Olhando as tabelas de forma mais detalhada, o que se vê é uma situação de várias cidades com notas semelhantes, mas com um abismo separando alguns municípios. No grupo cinco, por exemplo, enquanto Pinhalão tem nota 7,12; Santa Mariana alcançou apenas 4,87.
Uma tarde em frente ao Hospital Municipal Santa Amélia, de Santa Mariana, é suficiente para compreender o motivo de avaliação tão baixa pelos técnicos do Ministério da Saúde.
O Santa Amélia, na verdade, tem hospital somente no nome. Por ali, ninguém é internado. Toda a estrutura é ocupada pela secretaria de saúde. Nos quartos, em vez de leitos, há papéis.
Nos fundos funciona o pronto-atendimento municipal, onde um médico tem que dar conta de atender a população de 12,4 mil habitantes sem dispor sequer de um aparelho de raio-x. Resta ao profissional encaminhar os casos mais graves para consultas com especialistas, no Consórcio Intermunicipal de Saúde do Norte do Paraná (Cisnop), na vizinha Cornélio Procópio, sede da 18 Regional de Saúde, a 20 quilômetros.
Leia mais na reportagem completa de Wilhan Santin


