Coral comemora 50 anos de atuação
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de maio de 2002
Benedito Teles Equipe da Folha 
Jacarezinho O cinquentenário do Coral Comunitário Dom Geraldo está sendo comemorado este mês com duas boas novidades. A primeira é a recuperação do número de componentes. Hoje, são 34 pessoas. A outra, segundo o regente, Paulo Diniz, é o início dos trabalhos para a criação de um novo coral na cidade.
O coral criado pelo bispo dom Geraldo de Proença Sigaud na década de 1950 e serviu para revelar vários artistas. Permitiu também que, ao longo dessas 50 anos, cerca de 120 pessoas pudessem conviver, como cantores, com a arte musical sacra.
A coralista Judite Cibin Braga afirma que participa do coral desde da década de 60. Entusiasmada, ela conta que, apesar de não haver remuneração, se dedica ao coral e que parte de sua família também já participou. Judite Braga conta, inclusive, que conheceu o marido durante os ensaios. A professora aposentada é esposa do regente Paulo Braga Diniz. O coral faz parte da minha história.
O chefe do Departamento de Cultura da Prefeitura de Jacarezinho, Marcelo Pereira Medeiros, explica que o grupo sempre caracterizou culturalmente o município. Trata-se, segundo ele, de um espaço democrático e que permite a participação de toda a comunidade. O coral é fundamental para a expressão artística do município.
Paulo Braga Diniz é regente do coral há 37 anos. Ele conta que o grupo executou obras em várias cidades e que participa de solenidades e de encontros de corais. Em Jacarezinho, ele destaca a participação conjunta com a Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina (UEL) durante as comemorações do Centenário do município, realizadas na Catedral.
O projeto começou de criação de um coral comunitário nasceu no início da década de 1950 e sua inauguração ocorreu em 2 de maio de 1952. Naquele período, era regido pelo padre Bruno Welter. No final da década de 1960, o coral foi assumido pelo padre Francisco Wolczamfky, mas por um breve período de tempo. Naqueal época, Diniz participava como organista.
Em 1972, Diniz assumiu o coral. Em 2000, o coral enfrentou dificuldades na reposição dos coralistas. A crise foi tão séria que o grupo quase foi extinto. Este ano, porém, o número de componentes voltou a crescer e as atividades foram retomadas. O regente e os músicos não são remunerados e a prefeitura avalia possibilidades de propor a participação da iniciativa privada para custear o projeto.
O maestro conta que o trabalho de 37 anos desenvolvido no coral comunitário estabeleceu uma relação intensa entre ele e o coral. O regente assegurou que o coral não será desativado, pelo menos, enquanto ele for regente. Diniz também trabalha na seleção de pessoas para compor um novo coral em Jacarezinho, que será financiado pela iniciativa privada.
O regente conta que vários municípios têm potencial para a criação de corais. Ele realiza anualmente oficinas na região e explica que, logo que termina a oficina programada para dois dias, a comunidade passa a reivindicar um coral. Ele lamenta, por outro lado, o encerramento das atividades de dois corais este ano na região de Jacarezinho. O Coral Maestro Chiquinho, vinculado à Fundação Cultural de Santo Antônio da Platina e o Coral do Conjunto Amadores de Teatro (CAT), em Jacarezinho, foram desativados por falta de recursos.
Serviço
As pessoas interessadas em participar do Coral Comunitário Dom Geraldo podem procurar o regente Diniz durante os ensaios, realizados aos sábados a partir das 20h, na Igreja São Benedito. A igreja fica na rua João Cândido Fortes.


