Copel tem interesse em modernizar unidade
A direção da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) encarou, com certa surpresa, a informação de que as usinas termelétricas do Brasil precisam passar por um processo de modernização até o ano de 2015. A empresa reconhece, entretanto, que a mudança é necessária porque as termelétricas existentes hoje no País ''estão bastante ultrapassadas'' em termos de tecnologia.
De acordo com o superintendente de operações da empresa, Edson José Marcolin, há alguns anos a Copel tenta modernizar a planta da usina de Figueira, mas não recebe autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ele diz, inclusive, que a empresa entrou com um pedido para fazer a modernização junto à Aneel em 2011, foi autorizada, mas no dia seguinte houve mudanças nas regras da geração de energia, e o projeto não pode mais ser implantado.
Marcolin justifica que a modernização tornaria a usina mais eficiente conseguindo aumentar em até 70% a capacidade de geração de energia elétrica sem aumentar o consumo de carvão. Ele diz que a mudança implicaria na troca de todos os equipamentos da termelétrica, o que além de aumentar a capacidade, ainda reduziria a poluição causada pelo uso da matéria-prima.
Atualmente, a usina gera 10 megawatts (MW) de energia, o suficiente para abastecer uma cidade de 30 mil habitantes. Com a mudança, a termelétrica de Figueira passaria a gerar 17 megawatss de energia. O aumento na capacidade depende de autorização do Ministério das Minas e Energia.
Segundo ele, além da intenção de modernizar a termelétrica de Figueira, a Copel poderia criar outras termelétricas no Paraná para compensar um eventual deficit na geração de energia nas usinas hidrelétricas do Estado. Uma nova usina termelétrica poderia ser criada, por exemplo, no município de Sapopema, mas para isso haveria necessidade de um leilão da Aneel junto às empresas interessadas.
A criação de uma nova usina depende de todo um processo burocrático que começa com a apresentação de um projeto, com cinco anos de antecedência. Só depois, a Aneel promove o leilão entre as empresas interessadas em explorar a unidade. (E.A.)





