Jacarezinho - O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, em Jacarezinho, vai lançar no próximo dia 23 às 20h no Jacarezinho Clube uma campanha para obter recursos para o fundo municipal da infância e do adolescente (FIA). A campanha será coordenada por uma comissão formada com representantes de vários segmentos da comunidade.O objetivo é arrecadar recursos por meio do abatimento do imposto de renda devido das pessoas jurídicas e físicas.
A legislação federal permite a doação para o fundo de 1% para pessoas físicas e 6% para pessoas jurídicas deste imposto. O potencial de arrecadação no município foi estimado em R$ 63 mil pelo conselho. O fundo municipal está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente e o percentual de arrecadação foi regulado pela lei federal 9532/97. A meta é proporcionar, sem custo adicional, uma rede de assistência mais ampla para as crianças e adolescentes do município.
Em Cornélio Procópio a campanha para arrecadação de recursos para o Fundo Municipal da Infância e do Adolescente (FIA) teve início há cinco anos. A meta de arrecadação para este ano é de R$ 100 mil. Em 2001 foram arrecadados R$ 78 mil. A campanha consegue obter cerca de 30% do potencial de arrecadação do município, que é estimado em R$ 300 mil. A etapa publicitária da campanha com a confecção de cartazes e a distribuição de folders têm início em outubro.
Os coordenadores da campanha em Jacarezinho informaram que na primeira etapa da campanha uma equipe formada por 50 guardas-mirins será responsável por visitas e entrevistas junto aos profissionais das categorias com potencial de doação. A campanha também terá uma divulgação publicitária por meio da propaganda de rua, faixas e folders. No início do projeto a comunidade terá acesso a eventos com as explicações técnicas e as exposições de informações.
A presidente do conselho Iraci Consolin Baggio disse que em Jacarezinho são atendidas hoje, em média, 500 crianças, em nove instituições. A colaboração poderia promover o atendimento a mais 300 crianças. Ela alerta que as instituições e o próprio Conselho estão preocupados porque as crianças continuam a ser encaminhadas, mas os órgãos não têm condições de realizar o atendimento em um número maior de crianças.

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