Comunidade terapêutica precisa de ajuda
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Eli Araujo<BR>Reportagem local 
Bandeirantes - O consumo de drogas, que antes era restrito aos grandes centros urbanos e às classes sociais mais privilegiadas, hoje é algo comum nas pequenas cidades e entre as pessoas de menor poder aquisitivo. A 'globalização' do vício preocupa a sociedade porque se tornou um problema de saúde pública que parece ter fugido ao controle das autoridades do setor.
A boa notícia, entretanto, é que parte dos jovens e adultos que ingressaram no mundo das drogas está procurando tratamento de forma voluntária. É o que pode ser observado na Comunidade Terapêutica Padre Pio, em Bandeirantes. A entidade tem apenas três anos e, no momento, atende 10 jovens e adultos em regime de internato, todos do sexo masculino.
O número de pessoas atendidas poderia ser ampliado porque a casa possui um amplo espaço físico, mas a comunidade esbarra em um problema comum para quem presta este tipo de serviço, a escassez de recursos. ''É doloroso dizer não para uma pessoa que precisa fazer o tratamento, mas a gente tem que dizer por falta de condições financeiras para assumir mais despesas'', afirma o advogado Luciano Silveira, vice-presidente da associação mantenedora da casa.
Atualmente, a comunidade tem uma despesa fixa de R$ 9 mil, em média, e não recebe nenhum tipo de contribuição oficial para ajudar na manutenção. Até agosto do ano passado, a Prefeitura de Bandeirantes colaborava com R$ 3 mil por mês, mas suspendeu o repasse por falta de verbas.
Silveira diz que a casa já foi reconhecida de utilidade pública pelos governos estadual e federal, o que vai permitir que sejam elaborados projetos para a busca de recursos nestas esferas de governo. ''O consumo de drogas se tornou um problema de saúde pública e o governo não consegue dar conta da demanda; nós estamos fazendo um trabalho que seria para o Estado fazer'', afirma o advogado. Segundo cálculos oficiais, o custo de cada interno varia entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil.
A Comunidade Terapêutica Padre Pio fica em uma propriedade rural cedida pela família Meneghel, em Bandeirantes, na saída para Andirá. É presidida pelo padre Roberto Morais de Medeiros, reitor do Santuário São Miguel Arcanjo. Os alimentos arrecadados durante as celebrações no santuário são encaminhados para a comunidade.
Serviço
As pessoas interessadas em ajudar podem entrar em contato com o escritório da comunidade pelo telefone (43) 3542-1538 (falar com a secretária Sirlei). A comunidade tem um convênio com a Caixa Econômica Federal e envia um boleto pelo correio para pagamento. O valor e o período de contribuição fica a critério do doador.
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