Comunidade só tem elogios para a escola
No núcleo, com a igreja ao centro, são 20 famílias, conta nos dedos Maria Bernardete, moradora há 12 anos e já com os filhos independentes. Ela fala corretamente, sem erros de concordância. ''Sempre fui lavradora, mas consegui estudar e tinha 52 anos quando terminei o segundo grau'', responde à curiosidade do repórter. ''Esse botequim nem é para dar lucro; tenho isso aqui mais para atender as crianças da escola.'' Quatro ônibus asseguram a frequência dos alunos e Maria entende que, ''quanto a educação e saúde, não temos reclamação''. O irmão José intervém, afirmando que os dois setores vão mal no país, em meio a ''roubalheiras''. ''José, eles querem saber aqui, em Ibaiti'', retruca Maria.
A Escola Rural Municipal Manoel Ribas e a Escola Rural Estadual Professora Raquel Marques funcionam em um só prédio, com 83 alunos em dois turnos, procedentes de outras ''águas'' além do Patrimônio. Mais duas salas de aula estão sendo construídas; há biblioteca e sala com 12 computadores, instalados pela Prefeitura e o programa Paraná Digital, informa o secretário, Sérgio dos Anjos Assis Júnior.
Mas a Prefeitura ainda está devendo
A escola vai muito bem; o problema está no lado de fora e a Prefeitura não quer resolvê-lo, afirma José Luiz de Oliveira, referindo-se à inexistência de sinalização e lombadas, já solicitadas para disciplinar o tráfego de veículos, colocando em risco os alunos. ''Nenhuma criança foi machucada, ainda, porque Deus olhou.''
Segundo José Luiz, a comunidade ''vem lutando há quatro anos para conseguir duas lombadas'', desde que ele próprio entregou ao prefeito a solicitação, assinada por dezenas de pais de alunos. Recentemente, o pedido foi renovado, anexando-se uma cópia daquele primeiro abaixo-assinado.
''Mas eles não fazem nada'', lamenta José Luiz, que não tem criança na escola, mas é vizinho. E inclui na queixa o telefone público (orelhão), que não funciona: ''Está aí só para se olhar''. (W.S.)





