A comunidade de Figueira (125 quilômetros ao sul de Jacarezinho) quer a ampliação da Usina Termelétrica de Figueira (Utelfa). De acordo com lideranças regionais, a extração de carvão mineral, principal atividade econômica do município, deve ser inviabilizada caso o projeto de repotenciação que prevê a ampliação da capacidade de geração de energia de 20 para 145 megawatts (MW) não seja implementado.
A Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), proprietária da Utelfa, alega que o projeto deve ser restabelecido assim que o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) conceder a licença de instalação. Conforme o coordenador técnico da Copel, José Danilo Tavares, responsável pelo projeto, não existe previsão sobre o início das obras. Ele acredita que o projeto seja liberado pelo IAP no próximo semestre.
Segundo o chefe-regional do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto, o processo de ampliação deve seguir uma série de etapas até a instalação do programa de repotenciação. O projeto deve ser retomado assim que a Copel apresentar a complementação dos Estudos de Impacto Ambiental e o Relatório dos Impactos ao Meio Ambiente (Eia-Rima). ‘‘Exigimos um detalhamento dos relatórios. Após as complementações será marcada a Audiência Pública para discutir e explicar o projeto’’, afirmou. Mossato Pinto disse que as alterações se referem principalmente ao levantamento da fauna e flora locais.
O presidente da Comissão dos Moradores de Figueira, Ercílio Rodrigues de Paula, diz que o segmento de exploração de carvão é fundamental para a manutenção da economia local e lembra que a ampliação pode permitir o desenvolvimento econômico da região. ‘‘Não tememos os riscos ambientais porque o projeto só será liberado com a autorização do IAP’’, declarou.
O prefeito de Figueira Jaime Higino dos Santos (PSL) concorda e admite que a principal opção econômica do município é a manutenção da termelétrica com a extração de carvão mineral. ‘‘Queremos a ampliação da Utelfa. A termelétrica e a exploração de carvão são os principais responsáveis pela movimentação financeira do município. Estes empregos devem ser mantidos’’, alegou.
O vereador Luiz Antônio de Souza afirma que o desenvolvimento econômico do município esta atrelado ao processo de ampliação. Ele explica que o número de funcionários da Utelfa é expressivo e que a comunidade teme que a demora no processo de ampliação resulte no fechamento da termelétrica ‘‘A ampliação é a saída para impedir o fechamento’’, afirmou.
A expectativa da comunidade e das empresas envolvidas é de que a usina atual tenha condições de operar por mais alguns anos. Mas Souza explica que a capacidade de extração está na etapa final da exploração.

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