Comissão estudantil negocia com Fanorpi
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Vinícius Fonseca<BR>Reportagem Local 
A comissão estudantil que negocia com a direção da Fanorpi a volta do horário das aulas para às 19 horas deve se reunir hoje para discutir a proposta da instituição apresentada para o grupo na noite de ontem.
O estudante do 9º período de direito da instituição, Alessandro da Silva, que compõe a comissão comentou que o retorno das aulas ao antigo horário é a principal preocupação dos alunos no momento. Morador de Siqueira Campos, ele é um dos mais afetados pela mudança devido a distância entre os municípios. ''Muitos de nós trabalha e só pode sair de casa e pegar o ônibus às 18h15. Até chegarmos a faculdade já perdemos pelo menos a primeira aula'', argumenta.
Na última segunda-feira (25), um grupo de estudantes fez uma manifestação em frente à Fanorpi. Silva informou à reportagem da FOLHA que o protesto não tem nenhuma ligação com a comissão que negocia com a faculdade e que teme que isso possa refletir de maneira negativa nas conversas. ''Acreditamos que possa até ter sido uma armação. Como esperamos uma resposta para hoje (ontem), entendemos que a manifestação de segunda possa nos atrapalhar'', diz.
Para evitar problemas futuros, Silva diz que a comissão estudantil deve continuar a existir mesmo após o término deste episódio. Ele também sugere a criação de um Diretório Acadêmico. ''Isso fará com que os estudantes se organizem melhor e manifestações assim não ocorram de forma desordenada'', frisa.
A diretora geral da Fanorpi, Graça Zurlo informou que esperava o retorno de um representante enviado à São Paulo para tratar do assunto diretamente com os membros da mantenedora da faculdade, União das Instituições de Ensino Superior Privada (Uniesp). Segundo ela, um mapeamento contendo o número de estudantes residentes em outros municípios e horários de deslocamentos com ônibus estavam especificados no documento.
De acordo com Graça, o protesto ocorrido na segunda-feira chegou ao conhecimento de diretores da Uniesp e ela temia que isso atrapalhasse as negociações. ''Quero o melhor para os alunos e que os dois lados cheguem a um consenso. Espero que o protesto não atrapalhe, mas é possível. Vou aguardar o retorno do nosso representante para conversar com a comissão novamente'', esclarece.


