Combate às drogas une municípios
Japira - Os municípios do Norte Pioneiro não possuem isoladamente fluxo e nem recursos suficientes para redes mais completas de atendimento aos dependentes químicos, mas o problema das drogas já é uma realidade nestas cidades. Em busca de solução os prefeitos de Pinhalão, Ibaiti, Japira, Conselheiro Mairinck, Jaboti, Tomazina e Jundiaí do Sul criaram um consórcio intermunicipal para construir um centro de reabilitação de dependentes químicos para atender seus municípios.
O prefeito de Japira e presidente do Consórcio Intermunicipal do Vale do Rio das Cinzas, João Renato Custódio, confirma o interesse para que o centro seja viabilizado. ''A Secretária Estadual de Justiça queria que o centro estivesse pronto em 60 dias, mas isso é impossível tanto pela inexistência da dotação orçamentária como pela necessidade de se cumprir os prazos licitatórios'', destaca Custódio. A capacidade seria para 50 pessoas e o custo de construção está estimado em R$ 700 mil. ''O problema será a manutenção cara, que exigirá despesas permanentes'', avalia.
Pelo sistema atual, a responsabilidade de estruturar, criar e gerir a rede de atendimento aos usuários de drogas nos municípios é da prefeitura, que organiza a demanda mapeando os leitos e outros tipos de atendimento para encaminhamento de dependentes.
Segundo o Ministério da Saúde, para receber apoio financeiro do governo federal, as prefeituras precisam construir sua rede de saúde mental segundo regras do ministério, que determinam que municípios de até 20 mil habitantes possuam recursos disponíveis para a rede básica com ações de saúde mental. Os municípios que possuem entre 20 mil e 70 mil habitantes recebem verbas para o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS 1) e rede básica com ações de saúde mental, Já os com população entre 70 mil e 200 mil, recebem recursos para o CAPS 2, CAPS Álcool e drogas (AD) e rede básica de saúde mental. Os municípios com mais de 200 mil moradores recebem verbas para o CAPS 2, CAPS 3 (que pode funcionar à noite), CAPS AD, CAPS infanto-juvenis (i) e rede básica com ações de saúde mental e capacitação do Serviço de atendimento Móvel de Urgência (Samu). Vale lembrar que a maioria dos municípios do Norte Pioneiro possui menos de 20 mil habitantes. (V.O.)





