Além do desenvolvimento intelectual dos alunos, o projeto quer combater o envolvimento das crianças com o tráfico de drogas e a prostituição. ''Eles convivem com isso nos bairros onde moram. Sabem os tipos das drogas, a forma de usar e até materiais necessários para o uso. Fazem gestos obscenos, falam palavrões, encenam cenas de sexo...'', relata a diretora da escola, Jussimary Pereira Arantes. ''Com o projeto queremos fazer tanto o professor quanto o aluno enxergar que a educação é o caminho para ter uma vida digna, sem entrar no tráfico, no uso de drogas e na prostituição'', afirma.
Ela enfatiza que uma parte do projeto é conhecer a realidade, a outra é colocá-la em prática na sala de aula. ''Nas aulas orientamos os professores a trabalhar muito sobre os problemas sociais, psicológicos e de saúde que as drogas e a prostituição causam. Os professores mostram de forma pedagógica que eles (alunos) podem ter um futuro diferente do que veem nas ruas de onde moram e que a escola é o único meio que têm de adquirir conhecimento, mudar a mentalidade e terem um futuro diferente'', ressalta.
Jussimary ainda explica que o fato da escola estar inserida e comprometida com a comunidade local influencia beneficamente o desenvolvimento da criança. ''Uma criança com valores desde sua infância pode ser o início do caminho para um mundo melhor. É no universo da escola que o educando vivencia situações que favorecem o aprendizado. Ele aprende a dialogar, ser ouvido, reinvidicar direitos e cumprir obrigações'', diz.
Por meio das atividades escolares, conforme ela, esse aluno aprende a participar ativamente da vida cultural, social e política do seu bairro, da sua cidade, do país e do mundo. Ela ainda destaca que a escola não existe apenas para transmitir conhecimentos. ''Temos a responsabilidade de formar alunos e cidadãos capazes de definir metas e meios para que eles consigam realizar seus sonhos e tenham um futuro diferente'', finaliza. (K.A)

mockup