Combate à dengue exige persistência
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quarta-feira, 05 de dezembro de 2012
Redação FolhaWeb 
A falta de conscientização aliada à acomodação da população dificulta o combate à dengue no Norte Pioneiro. A queixa tem sido quase unânime entre os coordenadores de combate a endemias, secretários de saúde e chefes de regionais de saúde ouvidos pela reportagem da FOLHA. Um dos motivos para o relaxamento das pessoas tem sido a redução dos casos confirmados em relação aos últimos dois anos, no entanto basta uma chuva e um descuido com a água empoçada para que se formem criadouros de mosquito Aedes aegypt, vetor da doença.
A Secretaria Estadual de Saúde (SESA) divulgou na semana passada números relacionados aos riscos de epidemia de dengue. Dos 263 municípios avaliados no Paraná, foram analisados 28 municípios do Norte Pioneiro e nenhum deles possui o risco de ocorrência de epidemia de dengue considerado alto segundo o índice de infestação predial (IIP). Nove deles possuem médio risco, 18 apresntaram baixo risco e um não apresentou os dados, o que não quer dizer que não sejam infestados. Esses números representam uma melhora da situação em relação aos últimos dois anos, quando foram registrados altos índices de infestação na região. Por esse motivo os agentes de endemias têm constatado um relaxamento da população em relação ao problema, o que é perigoso, pois como os sorotipos continuam circulando na região, a qualquer momento essa tendência de queda pode se reverter.
Um dos municípios que apresentou uma queda acentuada no número de casos confirmados foi Cornélio Procópio. No ano passado foram registrados 3.189 notificações e deste total foram confirmados 2.799 casos. Neste ano os números caíram para 39 notificações e nenhum caso confirmado.
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