Imagem ilustrativa da imagem Com dengue sob controle, escorpiões ainda ameaçam SAP
| Foto: Fotos:Luiz Guilherme Bannwart/Divulgação
Balanço com os números da dengue indicam que a situação está controlada, segundo a diretora de Saúde Tânia Canto Bardal


Santo Antônio da Platina - O Departamento Municipal de Epidemiologia de Santo Antônio da Platina, ligado à Secretaria Municipal de Saúde, apresentou na quinta-feira (8) um balanço sobre os números da dengue no município em 2016. De acordo com o órgão, a situação está controlada. O levantamento aponta apenas 41 casos da doença registrados no período contra 1.008 no ano passado.

A diretora do Departamento Municipal de Vigilância em Saúde, Tânia Canto Bardal, credita a redução dos casos de dengue às ações desenvolvidas pelo órgão e, principalmente, à conscientização dos moradores nos cuidados para se evitar os criadouros do mosquito. "O índice geral está abaixo do preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 1%. Isso mostra a qualidade do trabalho educacional desenvolvido pelos agentes (de Vigilância em Saúde), mas principalmente por conta da conscientização da população, que está praticando os bons hábitos nos dia a dia", cobra a diretora.

Apesar da redução expressiva nos casos da doença no município, seis bairros ainda apresentam índices de infestação considerados elevados. Jardim Ivone (6,89%), Centro e Vitória Régia (5%), Vila Portuguesa (3,84%), Vila Rennó (3,57%) e Jardim Isaura (2,56%). "Os trabalhos estão sendo intensificados nessas localidades, mas assim como nos demais bairros a situação só será controlada com a colaboração dos moradores", avalia Tânia.

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Mas nem tudo é motivo de comemoração, pois o crescimento da população de escorpiões continua preocupando autoridades. Segundo a diretora de Vigilância em Saúde, em apenas 30 dias os agentes detectaram a existência do aracnídeo em 34 dos 45 bairros urbanos. O escorpião é o da espécie amarela, o Tityus serrulatus, considerado o mais perigoso pelos biólogos e que pode levar sua vítima à morte em apenas alguns minutos se não socorrida imediatamente. O animal é bastante resistente, e cada fêmea reproduz até 40 filhotes por ano.

Nove dos 34 bairros registram infestação do aracnídeo, alerta a diretora de Saúde. "O mapeamento realizado pelos agentes mostra pelos menos seis ilhas de escorpiões (existência do animal no quadrilátero do bairro) na cidade. Na Vila Coelho, Jardim Ivone, Jardim Murakami, Vila Claro, Jardim Santa Efigênia, Jardim Bela Manhã, Jardim Colorado, Jardim Eunice Eleutério e Jardim Zuza. Nessas localidades a atenção deve ser redobrada, pois o risco de ataque é bem maior."

O agente de saúde pública Dourival Ribeiro da Silva, explica que os escorpiões vivem em locais quentes e com pouca iluminação. Normalmente são encontrados entre rochas, entulho de construções como madeiras, telhas e tijolos e em tubulações de esgoto, onde os insetos como as baratas, por exemplo, se reproduzem e servem de alimento para eles. "No caso de acidente, a vítima deve procurar imediatamente uma unidade de saúde mais próxima para o tratamento médico adequado. Em casos envolvendo crianças e idosos, a vítima pode ir a óbito em questão de minutos", alerta ele, ressaltando que não existe veneno ou repelentes contra o escorpião. "A higienização do ambiente é o único meio de combatê-lo."

Em 2015, a Secretaria Municipal de Saúde registrou dois ataques por escorpiões na cidade. Este ano, cinco pessoas já foram picadas pelo aracnídeo. O caso mais grave aconteceu recentemente no Conjunto Álvaro de Abreu, onde uma moradora perdeu um dedo de uma das mãos após ser atacada pelo animal enquanto lavava roupas no tanque da casa.

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