Bandeirantes – Segundo o secretário da Agricultura de Bandeirantes, André Teodoro, o município é considerado a "capital brasileira da alfafa". Segundo ele, a fertilidade do solo e o clima favorecem o cultivo na região. Uma vantagem em relação a localidades de clima mais frio, destaca, é que a secagem da cultura ocorre na própria lavoura.
Teodoro vem de uma família que tem tradição no cultivo da alfafa e ele convive com o produto desde que era criança. Graduado em zootecnia, o secretário, explica que a alfafa é um produto tão rico em nutrientes que pode ser considerada "um remédio e não apenas um alimento para os animais". Teodoro conta que casos de animais que estavam completamente debilitados e foram recuperados em apenas um mês tendo apenas a alfafa como "remédio".
O secretário opina que baixa extensão de área plantada com alfafa no Brasil ocorre devido ao sistema de cultivo adotado no país, cujas extensas áreas permitem a criação de bovinos em espaços abertos. "Em países como os Estados Unidos e na Argentina o gado não tem essa alimentação disponível em pastos e precisam ser alimentados no sistema de confinamento", observa.
Teodoro destaca ainda que o uso da alfafa em larga escala na pecuária brasileira poderia também encarecer a produção da carne. Por isso, fica restrita a animais selecionados, sendo a maior parte do produto usada na criação de cavalos de raça.

Fonte de estudos
A alfafa é um produto tão tradicional que em Bandeirantes a leguminosa está entre as culturas mais pesquisadas no curso de Agronomia no campus local da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp).
Há vários professores especialistas em diversas áreas, tais como controle de plantas daninhas, de pragas, doenças e manejo de fertilidade envolvidos nos estudos com a alfafa. Um deles é o professor Robison Osipe que já defendeu uma tese de mestrado sobre o assunto. Para o professor, a alfafa serve como diversificação da cultura e opção de renda para o pequeno produtor. (E.A.)

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