Joaquim Távora - Os municípios de Quatiguá, Joaquim Távora e Guapirama optaram, há 40 dias, pela formação de um Consórcio Intermunicipal para a implantação do aterro controlado de resíduos sólidos urbanos. As administrações municipais encaminharam o projeto para apreciação das Câmaras e após a aprovação e publicação das leis terá início á etapa de viabilização dos recursos.
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) informou que o projeto para implantação do aterro está estimado em R$ 150 mil e a manutenção mensal é avaliada em R$ 4 mil. O consórcio na região de Joaguim Távora é a segunda iniciativa do gênero no Norte Pioneiro. Há três meses os prefeitos dos municípios de Japira, Pinhalão, Jaboti e Tomazina também assinaram um convênio para a criação de um Consórcio Intermunicipal para a implantação do aterro sanitário.
Neste projeto o IAP já vistoriou o local em que o aterro deve ser implantado. A área esta a cerca de 6 quilômetros de Japira próxima a rodovia BR-272. O chefe regional do IAP, em Jacarezinho, Tarcisio Mossato, disse que os consórcios, além de facilitar a operação de armazenamento dos resíduos, diminuem os custos de implantação do programa. Ele disse que o funcionamento do aterro é a primeira medida para a solução do problema do lixo, mas explica que os municípios também devem implementar projetos de coleta seletiva e reciclagem de lixo.
A Associação dos Municípios do Norte Pioneiro informou que a administração executiva dos municípios também encaminhou o projeto para as Câmaras e o projeto de lei que autoriza o convênio está na etapa final de aprovação. Após a criação do consórcio e a aquisição da área as administrações municipais vão solicitar junto ao governo federal recursos para a implantação do projeto.
O promotor de Justiça da Comarca de Tomazina, Joel Carlos Beffa, propôs, no primeiro semestre, ações civis públicas contra os municípios de Jaboti, Pinhalão e Tomazina em que solicita a paralisação dos lixões e a adequação dos municípios as normas ambientais com a construção de um aterro sanitário ou de uma usina de reciclagem. Ele admite que os municípios não têm recursos para a implantação de aterros municipais, mas acredita na viabilidade dos consórcios para a solução do problema.
O secretário municipal de agricultura, em Tomazina, Jorge Henrique de Oliveira Chueire disse que há um projeto protocolado junto a Seab em que a prefeitura solicita o repasse de recursos para a adequação do local ás exigências sanitárias. Ele também confirmou que há falhas na estrutura do abatedouro. Ele também explicou que a proposta da criação de um consórcio para a construção de um abatedouro regional está sendo avaliada. Ele disse que a manutenção de um abatedouro regional diminuiria custos e melhoraria a qualidade do atendimento.
O médico veterinário da Associação dos Produtores de Leite de Jaboti Eder Ribeiro da Rosa disse que em Jaboti as obras de reforma para adequação do abatedouro municipal ás normas ambientais terá início nas próximas semanas. Ele confirmou que existem irregularidades no local, mas alertou que a preocupação dos empresários do setor é anterior ás ações civis públicas propostas pelo Ministério Público. Rosa explica ocorreu uma demora na liberação das obras pelo IAP. Segundo ele o órgão liberou o início das obras e na próxima semana os técnicos da Secretária de Agricultura e Abastecimento (Seab) definirão quais as obras que serão necessárias para a regularização do local. Ele disse que houve uma mobilização de vários setores envolvidos com o abate de animais como estabelecimentos comerciais para tentar regularizar o abate no município. ''Todos vão cooperar para financiar as obras e adequar o local'', disse.

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