Ciclo da madeira na região é destaque em festival
Jaguariaíva - Impulsionada pelo incentivo ao plantio de madeira de reflorestamento, por parte do governo federal nas décadas de 1960 e 1970, a região de Jaguariaíva hoje tem mais de 160 mil hectares destinados a esse tipo de produção. A fartura de matéria-prima atraiu a instalação de algumas empresas multinacionais do setor de madeira e papel (como a Pisa, a primeira a fabricar papel imprensa), e desde o início dos anos 1990 tem promovido o crescimento de indústrias locais, inclusive com a formação de um distrito industrial.
É o caso do empresário Renato Benazzi, que há 25 anos atua na região e comercializa por mês mil metros cúbicos de madeira de pinus. "Vim de General Carneiro, no sul do Paraná, atraído pela matéria-prima farta e por poder prestar serviços às multinacionais", conta.
Atualmente com 45 empregados, sua empresa agora também está investindo na exportação para os Estados Unidos de madeira para pallets. "Eles exigem um padrão de madeira diferenciado e estamos conseguindo atender esse mercado", observa.
Benazzi também é presidente da Associação dos Madeireiros de Jaguariaíva (Assimaja). Segundo ele, a entidade congrega 42 empresas de pequeno porte, que geram cerca de 1,2 mil empregos diretos. (A.P.N.)






