Ciclistas pedalam 650 km até Aparecida
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terça-feira, 10 de setembro de 2013
Aline Damásio<br>Especial para FOLHA 
Jacarezinho - O grupo "Ciclistas de Maria" completa treze anos de estrada, com mais de 50 atletas unidos pelo esporte e fé . Todos os anos, os integrantes percorrem 650 quilômetros em três dias, pedalando de Jacarezinho até Aparecida do Norte (SP). A viagem feita todos os anos entre maio e junho, no feriado de Corpus Christi, reúne desde atletas amadores, empresários, dentistas, vendedores, bombeiros, entre outros profissionais de várias cidades do Norte Pioneiro.
Impulsionados por intenções religiosas e pelo desafio da viagem, o grupo começou com apenas três pessoas, e ano após ano vem conquistando mais adeptos que passam a se preparar para encarar o trajeto até Aparecida. De acordo com o policial rodoviário e ciclista Claudio Cavazzani, a primeira viagem foi feita para apoiar um amigo que tinha feito uma promessa. "Foi uma aventura, quando começamos não tínhamos uma rota específica e já chegamos a pedalar 700 quilômetros por conta disso. Hoje durante a viagem pedalamos em pequenos grupos, que ajudam um ao outro" conta.
Antes da partida, o grupo participa de uma missa especial de benção ao grupo. A viagem é feita durante o dia e só é interrompida à noite para alimentação e descanso. Os 650 quilômetros são percorridos de bicicleta e o retorno é feito de ônibus. Pelo caminho, a chuva, o frio e problemas mecânicos com as bicicletas estão entre os desafios encarados pelo grupo. Na bagagem, ferramentas, água e comida são levadas. "Já enfrentamos acidentes e problemas musculares entre os colegas, mas o maior desafio realmente é a chuva, como ocorreu na viagem deste ano. Mas somos muito unidos e mesmo com as dificuldades um dá força para o outro, e a cada ano a chegada é mais emocionante", relata Cavazzani. Mulheres e crianças também compõem o grupo e intercalam a pedalada com o apoio de carros.
O vendedor Rafael Fortunato foi pela primeira vez neste ano e relata a união do grupo. "Sempre fui convidado e este ano resolvi aceitar o desafio que encarei com muita fé. É impressionante o sentimento de incerteza se você vai completar o caminho, misturado à emoção da chegada", conta.


