A Cambuí, que pertence a herdeiros da família do ex-governador paulista Adhemar de Barros, obteve da Copel em 1997 a cessão de uso da termelétrica por 10 anos, renovável. Atualmente, gera só 14 megawatts (MW) e a reforma, a cargo da Copel, irá restabelecer a potência de 20 MW. A comunidade desejava ''repotencialização'', para 127 quilowatts (kw).
''Temos carvão para 300 anos'', afirma Jacob Kmita, presumindo que ''lá por 2020'' (e por isso não sabe se estará vivo para ver) será construída Figueira II, no âmbito da Mineropar e da Copel, para aproveitar a jazida de Sapopema e multiplicar empregos.
Contudo, não há interesse do governo federal em licitar novas térmicas e se a Copel fosse construir uma nova usina, prevaleceria a legislação atual, que exige leilão do projeto, em que o vencedor seria quem apresentasse a proposta de menor tarifa de geração, para vender a energia.
Das 89 milhões de toneladas de carvão estimadas no Paraná, 25 milhões estão em Figueira e 42 milhões em Sapopema, jazidas interligadas. ''Figueira tem carvão que ainda não conhecemos; em Sapopema, a jazida é maior e melhor'', resume João Edgar Camargo. Em Sapopema, a Cambuí tem 50% e a Copel a outra metade, segundo Camargo, que diz ser inverídico o comentário de que uma galeria exploratória de Figueira já chegou lá. Em algum ponto, a mineração atinge 140 metros e passa por baixo do Ribeirão das Pedras, divisa dos municípios, é a crença em Sapopema.
Historicamente, o aproveitamento do carvão aumenta em períodos de escassez de petróleo. Na década de 70, se deveu ao conflito árabe-israelense. Os produtores árabes elevaram o preço e reduziram a oferta, os ''choques'' atingiram inicialmente as potências que apoiavam Israel e a seguir até os países em desenvolvimento. O Brasil criou o Proálcool e incrementou o uso do carvão, cuja participação na matriz energética evoluiu de 3,6% em 1970 para 7,1% em 2000.
Em 1981, a Cambuí produzia entre 22 mil e 25 mil toneladas/mês de carvão lavado. Atualmente, sua produção é de 7.500 toneladas/mês.(W.S.)

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