''Nos distantes anos 40, o mineiro começou a lavrar carvão nas profundezas da terra escarpada da Figueira. (...) órfão de qualquer progresso, mas (...) arrojado e movido por inabalável fé.'' Eis a evocativa abertura da mensagem no monumento ao mineiro em Figueira, único município do Paraná em que a mineração carbonífera mantém escala industrial e se parasse, hoje, eliminaria 370 empregos diretos.

É a maior participação no universo de aproximadamente 2.300 pessoas ocupadas no município (em 2010), onde uma termelétrica da Copel consome quase toda a produção e a sua reforma permitirá a manutenção dos postos de trabalho por mais 30 anos, no mínimo.

Outrora, quatro mineradoras tiveram 800 trabalhadores em Figueira; diminuindo a procura pelo carvão nas décadas de 50 e 60, ficou apenas uma. Desde ''aqueles distantes anos'' já trabalharam na remanescente Companhia Carbonífera Cambuí 8.900 pessoas, número superior aos 8.293 habitantes do município.

Quem revela a estatística é João Edgar Camargo, funcionário administrativo da Cambuí, lembrando que seu pai, José dos Anjos, se aposentou ali. Cambuí, nome do lugar onde está mina.

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