Carlópolis - Um município com potencialidade turística, devido às belas paisagens e à represa Xavantes, que atraem moradores de localidades vizinhas, mas que ainda não consegue explorar de maneira adequada todas as suas características. A necessidade de melhorar o potencial turístico no município que chega aos 106 anos de fundação no dia 2 de abril é o principal desafio do prefeito Marco Antônio David (PPL). "Já tivemos um turismo forte e precisamos recuperar isso, para tanto temos que investir", diz. Estima-se que em feriados prolongados a cidade receba de três a quatro mil visitantes.
"Somos uma das cidades mais antigas da região, conhecida como a Sentinela do Paraná. O turismo será importante para o nosso desenvolvimento", ressalta David. Em seu primeiro mandato, David afirma que ainda precisa colocar a casa em ordem e que todos os seus planos precisam de mais tempo para serem executados. "Encomendei lixeiras para a cidade e fechei um convênio com o Detran para sinalizar melhor a cidade", citou, além de informar que solicitou reforço policial ao Estado.
Ainda conforme o chefe do Executivo, pelo menos 43 pontos em vias devem ser restaurados, o que deve custar cerca de R$ 1 milhão aos cofres municipais. "Estamos buscando recursos dos governos estadual e federal."
O prefeito cita ainda o caso do único hospital do município. De acordo com ele, a unidade pertencia a uma congregação de freiras e foi adquirido pela administração anterior. "No entanto, o município não tem condições de mantê-lo, então nossa ideia é comprá-lo em definitivo e repassá-lo para uma junta médica particular, porque as irmãs sinalizaram que não querem o hospital de volta", revela.
Apesar das dificuldades, David ressalta que a cidade possui pontos positivos, como a força econômica movimentada sobretudo pelo café e a piscicultura. "O café é forte em quase toda a região e quanto aos peixes temos uma cooperativa que organizou e melhorou a renda dos pescadores."

Tanque-rede
Visando melhorar a renda dos moradores que se sustentavam da pesca e ainda preservar os peixes na represa hidroelétrica de Xavantes, foi criado em 2006, com o apoio do Instituto Emater, o Projeto Tanque-rede. Atualmente, o projeto consiste em cerca de 500 tanques, onde são criados pacus e tilápias. Os desafios da coordenação são ampliar o número de tanques e ampliar o número de locais onde a produção é vendida.
O projeto conta com a participação de 10 dos 175 pescadores que utilizam a represa. "Os pescadores podem optar se querem pescar para guardar no tanque ou se continuam pescando sozinhos", informa o coordenador da Colônia Z6 de Carlópolis, Valdeci Juvêncio Natal.
Segundo ele, enquanto um pescador comum ganha aproximadamente um salário mínimo, os membros os participantes efetivos do tanque-rede conseguem faturar entre R$ 1,3 e 1,5 mil.
Os pescadores produzem cerca de 600 toneladas ao ano e já têm licença ambiental para a construção de pelo menos mais 404 tanques. "Não temos dinheiro para isso agora, mas estamos tentando firmar parcerias e vamos aumentar muito nossa produção", comemora.
Conforme Natal, há cerca de um ano foi criada a Cooperativa dos pescadores e dos Aquicultores do Norte Pioneiro (Copanorpi), que nos próximos meses deve conseguir o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). "Com isso a cooperativa poderá vender a produção para escolas, mercados e isso deve melhorar ainda mais a renda de todo mundo, não só de quem faz parte do projeto", garante. O grupo tenta ainda a implantação de um abatedouro de peixes para o município, que seria capaz de atender não só a demanda do projeto, mas também de cidades vizinhas.

Imagem ilustrativa da imagem Carlópolis comemora 106 anos
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