Santa Mariana - O excesso de capivaras nas proximidades do Parque Estadual Mata São Francisco, no município de Cornélio Procópio, pode até causar uma série de danos às propriedades rurais e mananciais próximos, mas não chega a comprometer a qualidade da água que abastece a população de Santa Mariana.
Quem garante é a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), responsável pela captação e abastecimento da água que abastece a cidade. Segundo a assessoria de comunicação no escritório regional da empresa em Londrina, a Sanepar faz dois tipos de análises na água em todas as cidades que atende no Paraná. Uma análise é feita de hora em hora e outra com periodicidade variável, dependendo do tipo de exame que é exigido por lei.
Em todas as análises realizadas recentemente na água que abastece Santa Mariana não foi constatado nada de anormal que comprometesse a qualidade da água, de acordo com os parâmetros estabelecidos pelos órgãos técnicos do governo federal.
A suspeita de contaminação nos mananciais nas proximidades da Mata São Francisco surgiu no começo do mês passado. Na época, a FOLHA publicou uma reportagem mostrando os estragos que as capivaras estavam causando em plantações de algumas propriedades rurais próximas e a ameaça ao manancial de Santa Mariana.

Provocação
O presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Luís Tarcísio Mossato Pinto, diz que o órgão pode até resolver o problema do excesso de capivaras na região, mas para isso precisa ser "provocado".
Mossato disse que tomou conhecimento do problema "superficialmente", mas que depende de uma reclamação em caráter oficial partindo do proprietário da área ou das prefeituras para resolver o problema. "Estou aguardando essa provocação para que a gente tome as medidas cabíveis; se o órgão não for provocado, não tem como saber o que está acontecendo", justificou.
O presidente do IAP disse ainda que o órgão não pode partir do pressuposto de que há excesso de capivaras e retirar os animais daquele local. Segundo ele, uma das alternativas seria a transferência do possível excesso para outras áreas do Estado, inclusive na própria região, até que se encontre uma solução "definitiva" para o problema.
Ao ser perguntando sobre a possibilidade de abate, ele voltou a dizer que tudo depende da "provocação" ao órgão.

mockup