Canoístas do Norte Pioneiro fazem bonito na Argentina
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quarta-feira, 07 de novembro de 2012
Marcos André de Brito<BR> Especial para a FOLHA 
Ribeirão Claro - Os atletas da Associação Ribeirão-Clarense de Canoagem (ARCCA) voltaram do Sul-Americano de Canoagem Maratona/Velocidade com cinco medalhas - quatro de prata e uma de bronze. Cinco canoístas do município foram convocados para integrar a delegação brasileira. O torneio reuniu atletas do Brasil, Uruguai, Argentina, Chile e Venezuela e ocorreu recentemente em Tigres, na argentina .
Eduardo Schu Fagundes garantiu a prata na categoria K4 e Celso Dias de Oliveira, na modalidade Canoagem Velocidade, faturou quatro medalhas - duas de prata e duas de bronze nas categorias K1, K2 e K4. Bruno Aparecido Santiago terminou a prova em quarto lugar e Leandro do Prado, em quinto.
Os atletas fazem parte do projeto Pró Remo e recebem o apoio da Prefeitura de Ribeirão Claro e da Secretaria do Esporte do Paraná (Sees). São eles, Leandro do Prado Correa, Juliano Crai, Bruno Aparecido Santiago, Eduardo Schu Fagundes, Celso Dias de Oliveira integraram a Seleção Brasileira.
Segundo a coordenadora do projeto Pró Remo de Ribeirão Claro, Edilaine Cavalhieri Faganelli, além da prefeitura e da empresa Laticínios Carolina, os atletas receberam apoio da Secretaria Estadual de Esporte (SEES).
O chefe do Escritório Regional da Sees, Aureliano José da Silva Filho, conseguiu junto ao secretário Evandro Rogério Roman o patrocínio das passagens aéreas. ''Graças a esses apoios os atletas ribeirão-clarenses tiveram condições de representar o Brasil no Campeonato Sul-Americano de Canoagem'', ressaltou.
De acordo com a coordenadora, os canoístas brasileiros poderiam conseguir mais medalhas, no entanto uma mudança no cronograma da competição inviabilizou a participação dos atletas da modalidade maratona nas categorias K1 e K2, que aconteceram no mesmo horário. ''Os atletas convocados tinham grandes chances de medalhas nas duas categorias, mas com a alteração de horário feita pelos organizadores do evento, tivemos que optar somente por uma das duas'', explicou.
A falta de suporte financeiro do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCA) fez com que todas as despesas relacionadas às competições ficassem a cargo dos próprios atletas. Isso acontece porque o COI considera apenas a modalidade velocidade como esporte olímpico e, portanto, credenciada para receber verbas. Para a coordenadora do projeto Pró Remo, Edilaine Cavalhieri Faganelli, sem a ajuda da iniciativa privada, do governo estadual e da Prefeitura de Ribeirão Claro, seria praticamente impossível levar os cinco atletas do município para a competição internacional. ''Agradecemos a todos que deram apoio imprescindível para a concretização de mais esse projeto''.


