Ibaiti - O prefeito de Ibaiti, Roberto Regazzo (PSB), teme que o Norte Pioneiro como um todo venha a ser prejudicado com a disputa entre as duas associações de municípios da região que querem sediar um curso de Medicina em uma de suas cidades.
Na opinião de Regazzo, o objetivo deveria ser, em primeiro lugar, conseguir o curso para a região e deixar que a universidade defina qual cidade tem condições de ser a sede. Segundo ele, se a discussão entre a Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunop) e a Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi) persistir, a região poderá ser preterida por Guarapuava, que também pleiteia um curso de Medicina.
Para o prefeito de Ibaiti, o mais importante é que uma possível faculdade de Medicina venha para o Norte Pioneiro e não necessariamente para esta ou aquela cidade. Regazzo diz que o critério para definir qual cidade será sede do curso deve ser essencialmente técnico. Por isso, afirma que Ibaiti está fora do páreo porque não reúne os pré-requisitos necessários para a implantação deste tipo de curso.
No começo de setembro, a FOLHA publicou uma reportagem mostrando que Santo Antônio da Platina já estava se articulando politicamente para ser sede de tal curso. E na semana passada, trouxe outra reportagem dizendo que Cornélio Procópio já havia feito o mesmo pedido há alguns anos. "O pessoal tem que ser mais realista, colocar os pés no chão e brigar pela região", disse Regazzo.
Na reportagem publicada no mês passado, o reitor em exercício da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Rinaldo Bernardelli Junior, disse que considera legítima a reivindicação de várias cidades em sediar um possível curso de Medicina na região, mas lembrou que o processo de implantação é demorado e que o governo do Estado faz um estudo aprofundado antes de tomar uma decisão.
A hipótese de se criar um curso de Medicina no Norte Pioneiro é um tanto remota, pelo menos por enquanto, porque não se cogita a ideia em âmbito governamental.

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