Carlópolis - Desde 1994, quando foram aprovadas leis de incentivo ao loteamento de condomínios fechados na cidade, Carlópolis vem vivendo um momento de franca expansão nessa área. O primeiro loteamento bem-sucedido à margem da represa foi o Lagoa Azul (1 e 2), seguido do Água Branca, Água Viva, Enseada do Tucunaré, Ilha Bella e Garden, totalizando 850 casas construídas de alto padrão. A maioria das casas são para veraneio em fins de semana, férias e feriados.
O de maior porte é o Ilha Bella, com 560 lotes (260 casas já edificadas), que abriga quatro praias de água doce por ser margeado pela Represa de Chavantes – Praia do Bosque, Praia Aberta, Praia da Ponte e Praia do Pier. O local realmente chama a atenção por sua beleza e pelas casas refinadas. O terreno de 400 metros quadrados custa, em média, R$ 80 mil, sendo que as residências que ficam à margem da represa podem chegar a custar R$ 2,5 milhões. É possível também alugar algumas casas no condomínio e, nesse caso, a diária varia de R$ 400 a R$ 1.200, conforme a localização, na alta temporada. Na cidade, algumas famílias também começam a disponibilizar suas edículas para o público visitante e a diária pode chegar a R$ 300. Para se ter uma ideia da movimentação econômica da cidade, ela possui cinco lojas de material de construção, 11 farmácias e 8 mercados de médio porte.
O corretor de imóveis José Luis Aparecido da Silva, que é membro do Conselho Municipal de Turismo de Carlópolis, é um entusiasta desse movimento e aponta para uma nova tendência: a de pessoas que agora estão buscando o interior para morar. "Carlópolis é perto de Curitiba e São Paulo e isso permite que as pessoas se organizem a morar aqui para ter mais qualidade de vida. A cidade está se estruturando mais e esse processo de interiorização deve se sedimentar nos próximos anos", avalia. (A.P.N.)

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