Bandeirantes municipalizou serviço
Cornélio Procópio Já o município de Bandeirantes conta com um serviço municipal, com ações parecidas com o do IML, mas não é vinculado ao Governo do Estado. Localizado junto à delegacia da Polícia Civil, um médico, pago pela prefeitura, realiza exames de lesão corporal, conjunção carnal e ato libidinoso. Porem, o município ainda sofre quando ocorrem casos de morte violenta ou quando são necessários exames mais complexos. "O IML que deveria nos atender é o de Jacarezinho, mas estamos com problemas para envio de corpos, muitas vezes temos de contar com a boa vontade deles", diz o secretário de Saúde, Alessandro José Otenio.
O IML de Bandeirantes foi desativado há 10 anos, causando queixas por parte dos moradores com a demora no transporte e liberação de corpos em Jacarezinho. "Já enviamos ofícios ao governo do Estado, com apoio de autoridades policiais da cidade, pedindo a reativação do nosso IML, mas até agora não obtivemos resposta", reclama Otenio.
A diretora do IML de Jacarezinho, Suzana Escandolo Mano, nega que exista atrito com Bandeirantes e ressalta que todos os atendimentos estão sendo feitos com a máxima agilidade possível. "Nossa prioridade é evitar a situação de corpos esperando em rodovia, esse tipo de situação dolorosa, e estamos conseguindo cumprir nossa meta", diz.
O IML de Jacarezinho atende 27 municípios. Em média o Instituto recebe entre dois e cinco corpos por dia, e realiza cerca de 20 exames diariamente. "A demanda de Bandeirantes não é tão grande a ponto de nos sobrecarrega, mas ter um IML naquela região iria ajudar", afirma Suzana. Segundo ela, a demora na liberação de corpos ocorre apenas quando a entrada ocorre de madrugada, pois o expediente dos médicos inicia-se pela manhã. (R.P.)





