Bandeirantes - O início das atividades do Centro Estadual de Educação Profissional (Ceep) Ozório Gonçalves Nogueira é esperado com ansiedade pelos moradores de Bandeirantes. A obra, que já está concluída, foi financiada pelos governos federal e estadual e tem capacidade para atender 1.200 alunos em diversos cursos. O centro profissionalizante foi entregue no segundo semestre do ano passado e desde então está com os portões fechados. Ivanil Balaroti Gôngora, coordenadora do setor de Estrutura e Funcionamento do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Cornélio Procópio, afirma que a instituição ainda não está em funcionamento porque, após o término da obra, foi necessário solicitar ligação de água, energia, além da licença sanitária e do Corpo de Bombeiros.
Conforme nota enviada pelo NRE, os materiais e mobiliário estão em fase de aquisição e a partir do segundo semestre serão abertas as vagas para o curso profissionalizante técnico em enfermagem. "Questões estruturais acabaram impedindo que iniciássemos as aulas já no início do ano. Vamos agora fazer a contratação de professores, diretores, pedagogos e dos profissionais de recursos humanos. O curso não pode começar sem tudo isso", afirma Ivanil.
A coordenadora explica que inicialmente será oferecido apenas o curso de enfermagem porque os materiais necessários para o início das aulas já estão em fase de aquisição. "Enquanto recebemos os equipamentos necessários para oferecer esta formação, o diretor que será contratado ficará responsável por fazer a requisição de materiais para outros cursos", comenta. Segundo ela, para definir quais formações serão oferecidas será realizada uma pesquisa de mercado com a comunidade para identificar quais as áreas mais viáveis para desenvolvimento da região. "Para o começo de 2016 novos cursos devem ser iniciados", aponta.
Apesar da importância do empreendimento para o município de Bandeirantes, o prefeito Celso Benedito da Silva (PDT), disse à reportagem que não se manifestaria sobre o assunto. A secretária municipal de educação, Márcia Sauer, também foi procurada para informar quais ações a prefeitura estaria tomando para agilizar o início das aulas, mas ela não retornou às ligações.

ASSAÍ
Em Assaí o Centro Estadual de Educação Profissional Maria Lídia Cescato Bomtempo inicia as atividades ainda no primeiro semestre deste ano. Um aula inaugural, realizada no último dia 9, oficializou o início do ano letivo. A oferta dos cursos de Edificações de Forma Integrada e Subsequente e Técnico em Mecânica de forma Integrada e Subsequente é comemorada pela comunidade e pelo prefeito Luiz Alberto Vicente (PSDB). Segundo ele, o início das aulas é resultado de empenho da prefeitura. "Há poucas escolas profissionalizantes como esta funcionando. Inclusive para disponibilizar o curso de Agroindústria nos responsabilizamos por conseguir um laboratório. Vamos buscar apoio dos governos estadual e federal, mas se eles não se comprometerem, a prefeitura dará um jeito porque sabemos da importância da obra", salienta.
Além desses cursos, outros já estão sendo requisitado, conforme nota enviada pelo NRE. No segundo semestre começam as aulas de Agronegócios e Eletroeletrônica. As formações foram indicadas de acordo com a demanda da região, apontada por pesquisas. Ivanil afirma que as áreas dos cursos apresentam uma crescente exigência de técnicos habilitados. "A instituição de Assaí já conta com mais de 200 alunos matriculados e iniciam as atividades no início de 2015 com turmas nos turnos manhã, tarde e noite", complementa.
Para o prefeito, o centro de educação profissionalizante é um marco na história do município e da região. "A formação técnica é realmente um diferencial para o profissional. Houve um envolvimento muito grande da prefeitura para colocar a escola em funcionamento. Sabemos da importância desse empreendimento, com a formação desses profissionais teremos mão de obra especializada e vamos proporcionar desenvolvimento para a região. Essa formação ajuda até mesmo na atração de empresas que precisam de mão de obra específica e isso vai beneficiar a economia do município", justifica.
A nova unidade educacional, conforme informações repassadas pela assessoria de imprensa da prefeitura, atende desde a educação infantil ao ensino profissionalizante. A escola recebeu investimento de R$ 6,6 milhões de reais do Programa Brasil Profissionalizado, do governo federal e a manutenção por conta do Estado.
O prédio com mais de 6 mil m² de construção, conta com quatorze salas de aula, oito laboratórios, quadra coberta, refeitório, auditório, biblioteca em dois andares, atendendo Assaí e municípios da região. A escola inicia as atividades com 120 alunos do ensino médio integrado e 80 alunos no pós-médio com os cursos Técnico em Edificações e Mecânica.

Imagem ilustrativa da imagem Bandeirantes e Assaí: opostos na educação profissionalizante
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