Ibaiti - O Banco do Brasil pretende investir R$ 1 bilhão no desenvolvimento do Norte Pioneiro nos próximos cinco anos. O anúncio foi feito pelo gerente de desenvolvimento sustentável do Banco do Brasil no Paraná, Márcio Alexandre Rockenbach, durante reunião da Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi) realizada sexta-feira em Ibaiti.
Os recursos serão aplicados somente na agropecuária, com seis áreas já previamente definidas pelo banco: bovinocultura de leite, bovinocultura de corte, fruticultura, cafeicultura, horticultura e piscicultura. ''O que o banco pretende não é trazer uma nova linha de crédito, mas uma forma diferente de levar esse crédito aos produtores. O crédito hoje não é problema, mas sim fazermos bons projetos para que esse crédito seja muito bem aplicado e gere os benefícios e os resultados que todos nós esperamos'', afirma.
Rockenbach disse que o banco não tem a pretensão de ''reinventar a roda'' e que reconhece o empenho feito por outras instituições em prol do desenvolvimento regional. O trabalho deverá ser feito em parceira com as prefeituras, com o Instituto Emater e com empresas que também prestam assistência aos produtores rurais.
Segundo o gerente, a simples oferta de recursos não gera desenvolvimento. O que o banco quer é oferecer os meios para que os indicadores de produção sejam melhorados. E citou como exemplo a possibilidade de se aumentar de 5 a 6 litros de leite/vaca dia para 10 a 12 litros de leite vaca/dia e, na cafeicultura, que as propriedades cheguem a uma média de 40 sacas por hectare, o que é bem mais que a produção atual.
De acordo com Rockenbach, as agências do Banco do Brasil na região estão se preparando para esta nova etapa. O banco pretende fechar os primeiros contratos de financiamento a partir do dia 1º de julho, quando começa um novo ano agrícola.
A mesorregião do Norte Pioneiro, que tem 46 municípios, é a segunda região do Estado onde o Banco do Brasil implanta este projeto. A primeira foi a região Noroeste, onde predomina o arenito caiuá.
Os recursos devem ser liberados de forma gradativa durante os cinco anos. A estimativa é que no primeiro ano sejam liberados R$ 150 milhões, chegando a R$ 250 milhões no quinto ano. O programa poderá ser renovado logo depois, inclusive com a liberação de mais recursos pelo banco, dependendo da receptividade dos produtores.

Compra direta
A reunião da Amunorpi em Ibaiti contou com a presença de dois representantes do governo do Estado. O secretário do Trabalho e Economia Solidária do Paraná, Luiz Claúdio Romanelli, falou sobre a liberação de recursos do programa Compra Direta Local de Agricultura Familiar para as cidades da região. O objetivo do programa é promover a segurança alimentar para famílias de baixa renda e gerar renda para os pequenos produtores que oferecem seus produtos às entidades cadastradas. O programa beneficia 148 mil pessoas em 45 municípios da região.
Já o diretor presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Luiz Tarcisio Mossato Pinto, falou aos prefeitos sobre o inventário florestal no Estado do Paraná. O objetivo é fazer um levantamento completo sobre a situação das florestas naturais e de reflorestamento no Paraná.
A coleta será feita por equipes que vão visitar as propriedades rurais. Mossato diz que as equipes estarão devidamente credenciadas e só vão fazer as medições necessárias para o estudo.

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